11 DE SETEMBRO DE 2001
UM MARCO PARA A
HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE


Carlos Ignacio Pinto,
Danilo José Figueiredo e Gabriel Passetti

 
Preâmbulo - Políticas Neo-
Imperialistas
Preâmbulo Islâmico
Os Atentados
A visão de Bem e de Mal
O Medo da Guerra Biológica
A visão da imprensa brasileira: parcialidade ou burrice?
O mundo depois dos atentados:
1- A política externa de Bush: Nero e a visão "Far West" de Bin Laden
O mundo depois dos atentados:
2- Jihad Muçulmana x Jihad Americana
O mundo depois dos atentados:
3- A possível União do Bloco Islâmico
A repercussão na internet

 
4 – Os Atentados:

O dia 11 de setembro foi atípico para a grande maioria das pessoas do mundo (ocidental). Todos aqueles que tinham acesso a algum meio de comunicação ficaram chocados (em qualquer um dos sentidos) com as informações e imagens de aviões explodindo no World Trade Center, em Nova York.

Neste dia, estava já acordado, era manhã... Tomei o café da manhã e me preparava para ler algumas coisas para a Faculdade quando o telefone tocou e houve o seguinte diálogo:

- Gabriel, você está sabendo do que está acontecendo no mundo?
- Como assim? Que pergunta mais filosófica... O que está acontecendo no mundo em que sentido?!
- No mundo, literalmente falando. Ligue a TV em qualquer canal que te explico o que está acontecendo.

Liguei na Globonews, que com certeza estaria de plantão qualquer coisa que fosse que estivesse acontecendo. Vi então uma imagem do World Trade Center pegando fogo.

- Mas, o que está acontecendo?
- Não se sabe exatamente o que está acontecendo, mas algo ou alguém está atacando os EUA
- Atacando? Como assim?


As câmeras de TV
gravam o Boeing se
aproximar...
- É isso mesmo! Um avião bateu em cada torre do World Trade Center, outro caiu no Pentágono e uma bomba explodiu no Congresso Americano. Ninguém sabe ainda direito o que é isso, mas há ainda vários aviões voando.
- Uau! Mas não se sabe quem está fazendo isso? São os Palestinos? O IRA? O ETA? O Saddam?
- Não se sabe ainda... Preciso desligar, fique atento.

Depois disso vi aquela cena que veria repetida umas milhares de vezes naquele dia e nos seguintes: um avião vem sendo acompanhado pela câmera, desvia e choca-se frontalmente com o prédio do World Trade Center que ainda não estava pegando fogo. 

... e explodir na segunda
torre do World Trade Center

 

Os incêndios vistos a partir da base da Ponte do Brooklin
Aquilo era uma demonstração explícita de que não era um acidente, e que a autoridade mundial e a segurança interna dos EUA estavam sendo contestadas.

Começaram todos a se ligar, falando dos atentados. Aula? Nem pensar (depois fiquei sabendo que o professor Jeffrey Lesser - de História dos EUA - não foi naquele dia à Faculdade).

Parecia um filme de ação dos melhores de Hollywood. Aviões fantasmas rondavam os céus dos EUA, que chocados não entendiam ainda o que acontecia. Fontes suspeitas diziam haver mais 3 a 5 aviões nos céus, e ninguém sabia direito aonde.


A marca deixada pelo avião na lateral do prédio
Os dados começavam a chegar. Às 07:59, horário de Boston, levantou vôo o Boeing 767 da American Airlines com destino a Los Angeles com 92 pessoas dentro. Às 08:48 ele se chocou contra o 100º andar do WTC. Um minuto antes da decolagem deste, outro havia subido aos ares. Mais um Boeing 767, agora da United Airlines, também com destino Los Angeles, com 65 pessoas dentro. Chocou-se contra a segunda torre às 09:03. A primeira torre a ir para o chão foi às 09:59. A segunda, às 10:28.
Às 08:10, levantava vôo um Boeing 757, da American Airlines. Destino: Los Angeles, de novo. Dentro dele, 66 pessoas. Às 09:43 ele se chocava contra o Pentágono, a 3km da Casa Branca. Às 08:01 havia decolado mais um avião, era outro Boeing 757 da AA. Seu destino: San Francisco. 45 pessoas dentro. Caiu às 10:10 em Shanksville, Pensilvânia supostamente derrubado pelos próprios passageiros, que brigaram com os terroristas. Ficará sempre no ar a pergunta: não teria sido abatido?

O Pentágono pega fogo, ao fundo, o Congresso
As câmeras mostravam os prédios pegando fogo e os apresentadores da Globonews tentavam explicar o que parecia inexplicável: dois aviões haviam se chocado contra o símbolo maior do capitalismo dos EUA, outro queimava dentro do cérebro do Exército daquele mesmo país. Uma suposta bomba havia explodido no já evacuado Congresso e aviões sem destino voavam nos céus.

Vítima desesperada se joga do alto
do WTC para ter uma morte rápida
Foi neste momento que vimos a primeira das torres desabar. Foi algo assustador. Cento e tantos andares vieram ao chão com tal perfeição que não tinhamos visto em nenhuma implosão ou no Edifício Palace II.

Como aquela super torre estava no chão? E a outra, desabaria também? As TVs começaram a focar nas pessoas desesperadas se jogando de lá de cima. Lembrava aos paulistanos os desastres dos edifícios Joelma e Andraus na década de 70.

Seriam terroristas internos insatisfeitos com a política Bush? A imagem do avião se chocando continua sendo repetida, junto do prédio desabando e de outras ao vivo do segundo prédio pegando fogo. E de repente ele também ruiu.

Começaram as especulações: quantas pessoas estavam lá dentro? 5.000? 10.000? 20.000? Ninguém sabia. Onde estavam os outros aviões?! Chega a notícia de que um avião havia caído em um terreno inóspito na Pensilvânia. Estaria indo em direção da Casa Branca ou de Camp David. Informações dizem que um outro avião havia sido abatido na Flórida. Dois outros estariam sendo escoltados por jatos da Força Aérea para aeroportos.
As imagens mostram o presidente dos EUA, George W. Bush no momento em que aconteceram os atentados. Ele estava em uma escola na Flórida, e foi levado embora de lá para local não identificado. O mesmo aconteceu com seu vice e com os Congressistas. Os planos americanos da Guerra Fria finalmente estavam sendo utilizados. A Casa Branca e o Congresso não eram mais lugares seguros. Os EUA não se consideravam mais seguros. E grande parte do mundo ocidental também. Uma mudança radical no panorama mundial.

O tempo passou e nada mais acontecia. Mas todos continuávamos ligados na TV. 


George W. Bush estava em escola na Flórida e recebe
a notícia: aviões civis estão atacando os EUA!
O que era aquilo que estava acontecendo? Não acreditávamos nas imagens dos aviões batendo nas torres e nelas desabando. Uma parte do Pentágono estava no chão. Quem tinha conseguido fazer aquilo.

Surgiu então a imagem do presidente Bush na TV. Ele disse que os EUA haviam sofrido os maiores atentados terroristas da história, e que aquela era uma declaração de guerra. Começou a falar das vítimas, e chorou. Disse que as vingaria. A revanche estava no ar.


O Pentágono e o orgulho americanos estavam
no chão. Aquilo fora uma declaração de guerra

Executivos descem as
escadarias do WTC no meio
da poeira e da fumaça
"Não se trata apenas de capturar essas pessoas e fazer com que paguem pelo que fizeram (...), é preciso também eliminar os santuários, os sistemas de apoio e acabar com os Estados que patrocinam o terrorismo", disse Paul Wolfowitz, subsecretário de Defesa.

Os números oficiais chegaram a contar mais de 6.000 mortos nos atentados, mas atualmente este número ronda na casa dos 4.500, por causa de pessoas que não estavam nos prédios e foram dadas como mortas e por repetições nas listas.

No final do dia, outros prédios que faziam parte do complexo World Trade Center foram para o chão. Uma cicatriz marcou Manhattan. E esta cicatriz soltava muita fumaça (tóxica) e um cheiro extremamente desagradável de carne queimada, junto de papel e concreto também queimados.

Pouco depois que a situação se acalmou, começaram os trabalhos de resgates das vítimas, que incluíam centenas de bombeiros e policiais que tinham subido nas torres pra ajudar na saída das pessoas que lá trabalhavam. Os trabalhos seguiram por semanas, mas só nos 3 primeiros dias foram localizadas pessoas com vida. Nos outros, somente restos e pedaços de gente.

Um mês depois já eram tratores e escavadeiras que trabalhavam no local, que agora estava sob vigilância 24 horas. 


Poucas horas depois dos choques dos aviões, o WTC se resumia
a um monte de escombros, corpos e fumaça.
Havia muito dinheiro e ouro naqueles prédios, que começaram a ser pilhados.

Na seqüência dos atentados vieram as interpretações dos comentaristas da TV e as dezenas de médiuns que diziam ter previsto coisas como "uma bola de fogo em um lugar cheio de dourado". Rapidamente começou-se a especular sobre a situação futura da economia, sobre a guerra iminente e sobre os autores de tais atentados. Não sabiam quem era, mas quem quer que fosse, iria pagar.
 
 

Gabriel Passetti
 
 

Continuação --->


O prédio da Bolsa de NY
recebeu uma enorme bandeira
americana para sua
reabertura



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11 de Setembro, de
Noam Chomsky
11 de Setembro, uma
terrível farsa
, de
Thierry Meyssan
The lies of George W.
Bush
, de David Corn
Stupid white men - uma
nação de idiotas
, de
Michael Moore