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Danilo José Figueiredo
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Introdução:
| 1 – O nascimento dos deuses:
Todos sabemos que as religiões de fato existem,
mas poucos são os que realmente podem dizer como elas surgiram.
É certo que o culto a divindades e forças ocultas é
quase tão antigo quanto o processo de sedentarização
humano, sendo assim, não existem registros de seu início.
É certo também que diferentes cultos surgiram em diferentes
regiões do mundo, visto que a Pré-História ocorreu
de maneiras diferentes e com durações diferentes nas várias
regiões do planeta.
No entanto, pode-se dizer através de estudos
antropológicos já realizados, que, em geral as primeiras
"religiões" surgiram do culto a fenômenos inexplicáveis
da natureza. Vejamos como isso deve ter ocorrido na maioria das regiões. |
Representação de Cristo como portador de santidade e sabedoria |
| 2 – Os gênios do passado:
Quaisquer que fossem os argumentos que eu utilizasse
seriam como palavras ao vento para justificar o que vou dizer agora. Aos
dezoito anos, depois de ter conhecido religiões, tais como o Catolicismo
e o Cardecismo, além de ter lido sobre várias outras filosofias
de vida, decidi criar minha própria crença (cujos pressupostos
aqui não convém).
Algumas pessoas, que se dispuseram a conversar, por
suas próprias vontades, comigo a respeito de minha nova filosofia
de vida ficaram intrigadas com alguns pontos, concordaram com uns e discordaram
de outros, no entanto, todos aqueles que se dispuseram a abstrair, puderam
até não concordar com ela, mas, com certeza, compreenderam-na. |
Martinho Lutero |
João Calvino |
Tentei convencer a pessoa de que o que ela falava
eram bobagens.
É certo que os adolescentes, em geral, tendem
a acreditar que suas idéias são revolucionárias, muito
superiores às dos mais velhos, tendem também a pensar que
vieram mudar o mundo. Com o tempo, porém, percebem que a ordem estabelecida
é infinitamente mais forte do que eles e, das duas uma, ou tornam-se
adultos revoltados com o mundo e, por conseguinte, frustrados consigo mesmos,
ou aceitam a ordem estabelecida.
Foi em vão, a pessoa teimava comigo que Moisés,
Buda, Cristo, Lao Tse, Maomé, Martinho Lutero, João Calvino,
Allan Kardec e outros eram verdadeiros gênios, do nível de
Platão, Aristóteles, Sócrates e outros tantos filósofos
e que, por isso, era muita presunção a minha achar que poderia
fazer algo semelhante a eles. |
Depois de uma desgastante discussão infrutífera,
resolvi dar a conversa por encerrada, a pessoa se recusava a perceber que
pessoas como as citadas anteriormente também iam ao banheiro, comiam,
dormiam, sonhavam com coisas que não podiam ter, sentiam dor, medo,
angústias... em suma, eram iguais a todos nós e, justamente
por isso, tinham a mesmíssima capacidade de criação
que qualquer ser humano normal. Sendo assim, só por fazer algo que
eles fizeram eu não estaria sendo presunçoso, mas apenas
sendo normal. |
Maomé recebendo o Anjo Gabriel |
3 – O que é a Abstração?
4 – A morte dos deuses e seu legado:
Zoroastro |
Pois bem, na Pérsia, por volta do século
VIII a.C., surge um importante pregador cujo nome é Zoroastro (também
conhecido como Zaratustra). Ele defende uma idéia revolucionária
e, portanto, totalmente contrária à do clero Persa. É
ameaçado de morte, mas consegue o apoio de Vishtapa, um importante
Príncipe Persa. Graças a esse apoio, Zoroastro passa a pregar
por toda a Pérsia e, em pouco tempo consegue reformar a religião
(a palavra religião vem do latim religare, ou seja, ligar
de novo criador (deus, ou os deuses) e criatura (nós)) daquele lugar.
Para Zoroastro, não havia diversos deuses,
mas apenas dois: Ahura-Mazdá e Ahriman. O primeiro
seria o responsável por tudo de bom que acontece no mundo, e o segundo,
o responsável por todo o mal. Ambos teriam criado o mundo e os homens
em conjunto, como uma espécie de jogo para saber quem seria mais
poderoso. |
Moisés e os 10 Mandamentos |
Zoroastro também revolucionou o conceito
espiritual, sendo talvez o primeiro a mencionar a alma como algo imaterial
e interno. Para ele, todos teríamos uma virgem guerreira dentro
de nós. Porém, teríamos que, em vida, tomar cuidado
para que os males internos não penetrassem profundamente em nossas
mentes, do contrário, a virgem seria violada e, sendo assim, em
nossa morte, não poderia nos guiar para os braços de Ahura-Mazdá.
As teorias de Zoroastro se difundiram e, quando da
volta dos Judeus do Egito (o êxodo, que teria sido conduzido por
Moisés), influenciaram as crenças Hebraicas, dando origem
às bases do mais forte tronco religioso moderno.
É certo que o povo Hebreu (os Judeus) já
existiam muito antes dos feitos de Zoroastro e também é certo
que tinham suas crenças. |
Pois bem, a esta altura da discussão, chega
a vez de referirmos o ateísmo. Talvez a primeira doutrina realmente
atéia da humanidade seja o Budismo. Essa doutrina foi criada no
final do século VI a.C. por um Príncipe Hindu chamado Sidarta
Gautama. Para ele, o homem era sofrimento e angústia; estes, por
sua vez eram causados pelo apego às coisas matérias, pelo
anseio por coisas materiais e pela vontade de satisfazer os cinco sentidos.
Tais atitudes prenderiam o indivíduo ao samsara (ciclo da
vida), fazendo-o reencarnar sucessivas vezes, o que o faria continuar a
sofrer. O único modo de libertar-se do samsara seria através
do desapego e da eliminação dos desejos. Para a obtenção
de tal proeza, Sidarta (que ficou conhecido como Buda, ou seja, "o Iluminado")
recomenda um código de ética pessoal rígido, que visa
impedir sensações de apego, tais como amor, ódio,
desejos, sonhos... O objetivo final do Budista é o alcance do Nirvana,
ou seja, de uma nova forma de existência, possível apenas
depois da libertação do samsara. |
Estátua representando Buda |
5 – Ceticismo ou Ateísmo? Qual será o fim?
Por fim, lanço duas perguntas:
6 – Catequese, a maior de todas as violências:
Representação de Cristo crucificado |
Segundo eles próprios, sua intenção
não é aculturar os aborígenes, mas tão somente
levar-lhes um pouco do conforto da civilização. Coisas (como
TV, rádio, telefone, máquinas agrícolas) que só
servirão para destruir sua cultura, coloca-los em contato com doenças
desconhecidas e, ao incluí-los na sociedade capitalista, torna-los
pobres, pessoas que muito almejam e nada têm. Que grande benfeitoria!
Termino meu texto com a explicação
de uma atitude minha. No item "Gênios do Passado", disse que criei
uma doutrina própria, que a sigo e que alguns também o fazem.
Disse também que não a revelaria aqui (neste texto) por que
não era a ocasião. Reafirmo isso, pois penso que se alguém
estiver interessado em conhecer uma nova filosofia de vida, me procurará,
não terá que ter sua leitura interrompida por um pregador,
assim como na Universidade de São Paulo, somos diariamente interrompidos
no que quer que estejamos fazendo para termos que ouvir insistentes convites
de pregadores Cristãos Jovens (ou algo parecido) para que freqüentemos
um de seus encontros, onde supostamente "conheceremos algo muito mais quente
do que o que conhecemos até hoje". |