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Carlos Ignacio
Pinto
carlos@klepsidra.net Quarto Ano - História/USP download institucional.rtf - 9KB |
![]() Manifestantes e policiais se enfrentam em 21 de julho de 2001 em Gênova, Itália, durante o encontro do G-8 |
A igualdade de
condições
e direitos de nossa sociedade é alicerce fundamental da
convivência
homogênea desta, entretanto, há algo estranho a esta
igualdade
neste mundo. A partir do momento em que aceitamos ou acreditamos viver
neste patamar de "igualdades", estamos propensos a identificar todas as
falhas que desorientam a convivência homogênea social, nos
indivíduos que a compõem.
Com o
surgimento do Estado do bem estar
social na Inglaterra, associado expansão do Capitalismo (que
necessita na crença desta igualdade), o aparato estatal
perde
figurativamente, o Status de representação ou
benefício
de poucos para se tornar a máquina movida pela vontade da
sociedade,
engendrada nas necessidades do povo. O Estado democrático (e
é
neste que se apoia a discussão) é a
representação
máxima das reivindicações; é neste que se
deve
propor o suprimento das necessidades sociais, seja qual for sua
natureza.
A
associação deste Estado
com o tipo de sistema econômico que estamos envolvidos,
atrelando-se
a isto, a crença da soberania e igualdade dos povos, produz a
mais
cega violência (mediante a recusa da aceitação
desta
por parte de muitos) e talvez, a mais devastadora de todas; não
se trava em redutos nem muito menos os crentes desta igualdade a
identificam
como violência.
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Esta
violência que não puxa
o gatilho, mas entrega a arma as mãos da sociedade para que esta
execute o desigual, é a maior violação da
condição
humana de nossos tempos. Indivíduo e sociedade travam um
diálogo
que muitas vezes se expressa na violência, e a
junção
destes desiguais que habitam o "paraíso" dos iguais e
politicamente
corretos, vem se tornando cada vez maior e a percepção de
que a máquina não gira no mesmo sentido para todos, esta
expressa em movimentos de contestação social que vem
reivindicar
ao Estado, aquilo que este se propõe. É o caso, no Brasil
do MST (movimento dos sem terra), MSE (movimento dos sem
educação),
os movimentos de reconhecimento e igualdade para os negros, entre
muitos
outros espalhados por este país, bem como pelo planeta.
Historicamente,
o Estado democrático
é uma vitória. Entretanto, a luta pela igualdade
continua.
Qual a diferença entre aquele que puxa o gatilho, sentenciando a
vida do próximo e o Estado que permite a miséria e morte
disseminada pela sua sociedade, pela total incapacidade de gerir com
competência
e honestidade os recursos públicos que devem ter como fim as
melhorias
da qualidade de vida de sua população?
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| Arqueologia da violência, de Pierre Clastres |
Vigiar e Punir, de Michel Foucault |
Rota 66. A História da polícia que mata, de Caco Barcellos |
A
formação do MST no Brasil, de Bernardo Mançano Fernandes |