Darth Vader: a Realidade e a Fé em Star Wars

Parte 3/4

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4 – Heróis, Vilões, mitos, lendas e Realidade:

Muitos trabalhos já foram realizados sobre Star Wars, em especial sobre a série original. A maioria destes trabalhos visava correlacionar os filmes de George Lucas com o contexto da época em que foram feitos, sendo assim, a saga seria uma clara analogia à Guerra Fria, onde o Império Galático seria a URSS e a Aliança Rebelde seria os EUA.

A disputa entre as duas facções seria claramente a disputa da máquina de guerra inflada e arcaica contra o jovem desejo de liberdade, daqueles que cerceavam a religião (não podemos esquecer que a Ordem dos Jedi, a religião maior da Galáxia, havia sido destruída pelo Império) contra aqueles que a exaltavam (a saudação da Aliança Rebelde era "Que a Força esteja com você!"), em suma, do Bem contra o Mal.

Nesse contexto de análise; que não pode ser visto como errado, visto que analisa tudo o que havia para ser analisado na época, ou seja, a trilogia original; Darth Vader seria a personificação do medo. O medo de um inimigo poderoso, mas ao mesmo tempo, desconhecido (razão pela qual Vader utilizaria a máscara e teria voz sintetizada).

Ainda nessas velhas análises, o fato de o Imperador ser um velho caquético representaria o Socialismo, ou seja, uma ordem cheia de ideais ultrapassados e cujo objetivo primeiro seria dominar e oprimir, objetivo alcançado através de uma falsa promessa de melhoria nas condições sociais.

É claro que é possível que o clima de Guerra Fria tenha influenciado George Lucas na elaboração do pano de fundo político da trilogia original, mas também é certo que desde o princípio, Lucas sabia que o principal mote de seus filmes seria a religiosidade.

Pode-se agora perceber que Star Wars é algo mais amplo do que meramente uma transposição da luta vigente no final da década de 70 entre os blocos Capitalista e Socialista do mundo para as telas do cinema. A saga propõe-se a ser também uma lição de vida e, como tal, só pode ser dada de acordo com as percepções de quem a dá, no caso, George Lucas.

4.1 – Fatos Históricos em Star Wars:

Para que se analise o Universo de Star Wars segundo a proposição deste trabalho, irei realizar analogias com vários períodos e personagens de nossa História.

Inicialmente, a expansão dos humanos de Coruscant, cerca de 10 mil anos antes do primeiro filme, marca a posse do território mundial pelos humanos e a preponderância de nossa raça sobre os perigos da natureza.

Podemos dizer que a descoberta do Lado Negro e o racha no Conselho Jedi são comparáveis ao episódio Bíblico de Adão e Eva comerem o fruto proibido e, em conseqüência, terminarem expulsos do Paraíso.

O Império Sith, formado pelos Jedi dissidentes pode ser comparado aos grandes Impérios Teocráticos do passado, mais precisamente aos da América Pré-Colombiana. Nesses Impérios, as regras comportamentais eram tão diferentes daquelas estabelecidas pela moral Judaico-Cristã, que aos olhos dos menos esclarecidos, atos como o sacrifício humano e as deformações cranianas propositais, além do auto-sacrifício voluntário puderam e podem parecer práticas nefastas, certamente praticadas por aqueles que não têm Deus em seus corações. Sendo assim, a aniquilação do Império Sith com a justificativa de destruir o Lado Negro da Força é equivalente da destruição dos Impérios Inca e Asteca com o objetivo de levar aos pagãos a palavra de Deus.

O pano de fundo das disputas políticas nos episódios I, II e III pode ser muito interessante, mas do ponto de vista analítico pode ser comparado meramente a uma análise negativa de como Caio Otávio César teria, após a morte de seu tio Caio Júlio César, manipulado os acontecimentos em Roma para conseguir o tão sonhado título de Imperador (não entrarei nessa questão, mas as intrigas de poder em Roma eram muito mais complexas; no entanto, sem sombra de dúvida, serviram de inspiração para as intrigas de Palpatine em Star Wars).

4.2 – Personagens alegóricos em Star Wars:

(Clique aqui para ver a árvore genealógica de Star Wars)

Desde os mais remotos tempos, ensinamentos são transmitidos através de parábolas e alegorias, ou seja, ao invés de a verdade ser dita de uma forma direta, faz-se uso de personagens e de uma situação imaginária para que, através da interpretação da cena hipotética o observador aprenda uma lição subliminar da qual jamais irá se esquecer. A Bíblia é inteira escrita assim. O Alcorão, idem. Assim também é escrito o Talmude e tantos outros livros de cunho religioso. Gil Vicente, em seus teatros, também fez uso de tais artifícios e, estes também eram utilizados em larga escala no teatro Grego e nas distantes encenações Kabuki do Japão.

Alegorias fascinam a população justamente por darem a idéia de que todos são livres para tirar delas as interpretações que bem entendam, porém, no caso das religiões, geralmente os cleros institucionalizados tomam esta tarefa para si e repassam a seus fiéis a sua própria interpretação das alegorias. Isso é o que cria diferentes Igrejas dentro de uma mesma doutrina, como o Cristianismo.

Star Wars é também uma alegoria e, justamente por isso, fascina o público. Não penso que com este texto eu esteja cerceando a capacidade interpretativa das pessoas, como fazem as religiões, afinal, como disse no início, este é um texto científico, não religioso, por isso, não tenho a ilusão de que seus leitores terão fé nele, mas sim de que o lerão e depois refletirão a seu respeito para tirarem suas próprias conclusões, se possível, suas próprias mesmo, desprendidas de morais que possam limita-los.

Os significados que darei para os personagens de Star Wars poderão até parecer sem sentido à primeira vista, mas depois da leitura dos itens 5 e 6, provavelmente tudo fará sentido.
 

Mestre Yoda àÉ um dos personagens chave da saga. Talvez a mais antiga criatura da Galáxia. Representa a sabedoria, o conhecimento e, até certo ponto o poder do Bem. Analisado por este ponto de vista, Yoda poderia ser tido como Deus (na concepção Judaico-Cristã da palavra), pois no momento em que; mesmo pressentindo que o futuro do jovem Anakin Skywalker era nebuloso e que ele poderia facilmente ser corrompido pelo Lado Negro devido a seu imenso medo; permite que Obi-Wan Kenobi treine Anakin como Jedi, toma a postura que é dita a postura de Deus após o Novo Testamento, ou seja, a não intervenção no Livre Arbítrio individual e, por conseqüência, nos destinos da humanidade.
Obi-Wan Kenobi àEste é o personagem com o maior número de interpretações possíveis. Isso porque, além de Anakin e Palpatine, é o único ser humano (uma vez que Yoda não é humano) que restará da primeira série para a segunda. No primeiro filme Obi-Wan é uma espécie de beato, obcecado pelos ensinamentos de seu Mestre, o Jedi Qui-Gon Jinn. No segundo filme, se transforma numa espécie de Paladino Medieval, como um Cavaleiro Templário, ou seja, um sacerdote-guerreiro cujas habilidades de combates são alimentadas por sua fé. Já na segunda fase de Star Wars (episódios IV, V e VI), Obi-Wan se torna uma espécie de profeta, algo como um João Batista, um homem que vem pregar uma salvação futura devido a uma profunda amargura com acontecimentos passados. 
Seu fanatismo continua tão grande que ele aceita friamente o papel de mártir e, dessa forma se torna uma espécie de Terrorista. Porém, o papel mais importante que Obi-Wan desempenha na saga é o da Igreja, ou seja, a instituição (afinal, depois de sua morte, no episódio IV, é quase isso que ele se torna) que guia, segundo seus desígnios, as ações de seus fiéis. No caso Luke.

Han Solo àSeu papel na aventura é claro. Sua importância reside no fato de que não existe milagre sem testemunhas e que se a conversão de alguém não se dá pela fé, se dará pela comprovação. Ele é muito parecido com São Tomé, o indivíduo que, segundo a Bíblia, precisa ver o espírito de Cristo para acreditar que ele ressucitou realmente. Han Solo inicia o episódio IV como um mercenário que ganha a vida como pode, ou seja, às vezes até sendo um pouco desonesto (como a maioria das pessoas que, vez ou outra fazem coisas pequenas que vão de encontro aos seus próprios valores pessoais). Ele não acredita na Força porque nunca vira nada que lhe parecesse ser um campo de força que controlasse seu destino. Aos poucos, os feitos de Luke orientados pelo espírito de Obi-Wan vão convencendo o velho pirata de que ele estava errado e, no final ele acaba por aceitar a Força, o que na prática reflete a profecia Bíblica de que no Juízo Final todos os joelhos se dobrarão perante Deus.

Midiclorianas àTalvez estas entidades sejam as mais detestadas criações de George Lucas, no entanto elas são a personificação da Força. São como pequenos corpos celulares que, ao se unirem ao sangue de um indivíduo, dão-no a capacidade de interagir com a Força. Quanto mais midiclorianas um indivíduo possuir no sangue, mais poderoso com a Força ele terá o potencial de vir a ser. De um ponto de vista alegórico, as midiclorianas são nitidamente o, assim chamado, Espírito Santo (a manifestação do "espírito de Deus").

Jar Jar Binks àOutro personagem detestado pelos fãs de Star Wars, tanto que sua participação no episódio II foi apenas terciária. No entanto, por seu jeito atrapalhado de ser, Binks não só fez com que negros do mundo inteiro vissem no personagem uma sátira maldosa dos negros Jamaicanos, como também, alegoricamente falando, representou o povo ingênuo (não burro, apenas facilmente manipulável) que permite que governantes mal intencionados cheguem ao poder e, uma vez lá, cometam seus desmandos sem serem repreendidos.

Chewbacca àO assistente e fiel escudeiro de Han Solo. Ele foi a primeira inclusão da alegaria do povo em Star Wars, ou seja, alguém impossibilitado de expressar suas opiniões (uma vez que nenhum dos personagens importantes e nem mesmo o público compreendem o que ele diz), mas com uma força incrível. Esta força, no entanto, nunca é usada segundo a sua própria vontade, visto que Chewie sempre faz o que os outros querem que ele faça. Numa palavra: é um Manipulado, como Binks.

R2-D2 àEle é a alegoria que representa a tecnologia, a Inteligência Artificial. Sempre que é necessário, ele é capaz de resolver as piores situações e, se não fosse ele, os heróis teriam sido derrotados diversas vezes. Sendo assim, pode-se dizer que ele representa o conhecimento humano igualando o poder divino, pois quando a Força (o poder divino) não pode resolver as situações, ele pode.

C-3PO àNa trilogia original este era considerado o personagem mais chato de Star Wars. Porém, seu papel é imprescindível, pois ele é um robô e, como tal, imune aos efeitos do tempo. Porém, como robô, ele serve a seu dono e, ao longo dos filmes, muda várias vezes de proprietário. Ele é a representação da História, ou seja, algo que flutua de acordo com quem está no poder e que, ainda que precariamente, é quem registra os acontecimentos. No episódio VI, quando os Rebeldes encontram os Ewoks, um povo que estava fora dos conhecimentos do Império, C-3PO é quem lhes conta o ocorrido até então, porém o faz segundo as impressões de seus amos e, sendo assim, de uma forma parcial. Parcial como a História dos vencedores é e sempre será.

Qui-Gon Jinn àRepresenta os primeiros profetas, aqueles que, em tempos imemoriais, previam a vinda de um suposto Messias. Estes profetas, a exemplo de Qui-Gon, não viveram para ver o Messias (se é que Jesus Cristo o foi), mas nem por isso deixaram de ter fé no fato de que ele viria. Também como o Mestre Jedi, muitos desses profetas morreram mortes dramáticas e deixaram ensinamentos de contestação. Ensinamentos que influenciaram o Messias e que lhe garantiram respaldo em seus argumentos.

O Exército dos Clones àHomens sem capacidade de questionamento e com a perfeição física necessária para lutar pelos ideais de seus líderes. Representam o que as religiões fizeram, fazem e farão com seus seguidores em nome de um bem maior. Este também é um ideal dos Estados, mas como o plano político é muito mais real e, portanto, próximo do cidadão médio do que o espiritual, esta tarefa é dificultada, se bem que líderes carismáticos tenham conseguido exercer sobre o povo dominação semelhante à religiosa, mesmo que por períodos de tempo bem mais efêmeros.

Conde Dooku àÉ o retrato do político que faz qualquer coisa por poder, até se sujeitar a ser manipulado como um idiota por um Mestre que só quer obter mais poderes através dele e depois descarta-lo. Diferentemente de Darth Maul, que era apenas mais um seguidor cego de Palpatine, Conde Dooku também tem seus próprios interesses políticos e acredita que poderá se livrar de seu Mestre quando o momento adequado chegar. Ele é o retrato do Infernalista, do Satanista que trata com o Diabo e espera ser vitorioso, ou ainda (em termos mais mundanos) do indivíduo ganancioso que aceita entrar numa quadrilha de bandidos no afã de conseguir dinheiro rápido, mas que quando tenta abandonar a quadrilha, acaba morto na chamada "queima de arquivo".

Leia Organa àA Princesa da Aliança Rebelde representa o idealismo político dos jovens que sempre pensam ser possível mudar a situação do mundo em que vivem, não se enquadrarem às normas estabelecidas. Leia é uma espécie de Joana D’Arc com final feliz, uma vez que ao invés de morrer para, com seu legado, conseguir seus objetivos, a donzela da Aliança (em alusão à donzela da França) consegue por seu sonho de juventude em prática e, de quebra, ainda arrebata um príncipe encantado que estava disfarçado de sapo (ou cafajeste): Han Solo.

Cliegg Lars àÉ o homem velho, de posses médias, que se casa com Shmi Skywalker, a mãe de Anakin. É uma clara alusão a São José, o homem velho que, segundo a Bíblia, se apiedou de uma jovem mãe solteira e casou-se com ela para liberta-la do falatório. No caso de Star Wars, Cliegg se casa com Shmi para livra-la da escravidão.

Shmi Skywalker àA mãe de Anakin é, apesar de ser uma personagem secundária na trama, peça chave para este trabalho. No episódio I, ao encontrar o Mestre Jedi Qui-Gon Jinn, lhe diz que seu filho (o próprio Anakin) não tem um pai. Ela não sabe explicar o que aconteceu, mas de um dia para o outro estava grávida sem sequer ter tido uma relação sexual. Essa declaração, vinda de uma mulher que, de tão altiva não parece capaz de mentir, encoraja Qui-Gon a realizar um exame de sangue no garoto Anakin. Este exame constata o que o Mestre Jedi já podia prever: o garoto era realmente o escolhido da Força. Acredito que a comparação entre Shmi e Maria (a mãe de Jesus Cristo) seja clara, não? Assim como Maria, Shmi não pensou em si quando viu que o filho deveria sair de perto dela para cumprir seu destino. Assim como Maria, Shmi ficou grávida sem relações sexuais. Assim como Maria, Shmi era presa a um fardo (no caso da primeira, o medo da falação, no da segunda, a escravidão) e, por fim, assim como Maria, Shmi casou-se com um homem bem mais velho que a libertou desse fardo. Quanto aos três Reis Magos, bem, Shmi foi visitada por Qui-Gon, Amidala e Jar Jar Binks, que trouxeram a liberdade como presente a seu filho.
 

Anakin Skywalker àNão me demorarei neste item porque reservei um item inteiro deste texto a esse personagem que é, sem dúvida nenhuma, o personagem principal de Star Wars. Para quem, ao assistir a série original, julgava que Luke o fosse, acredito que a nova trilogia veio para provar o contrário. Anakin não teve um pai. Sua mãe engravidou das midiclorianas, ou seja, do, por assim dizer, Avatar da Força. Desde pequeno possuía poderes inexplicáveis que não sabia como controlar direito, mas que lhe eram muito úteis. Graças a seus poderes, Anakin consegue ajudar a mãe, o patrão e Qui-Gon. Este o leva embora de Tatooine para que ele siga seu destino e seja treinado como Jedi.
Depois da morte de Qui-Gon, Obi-Wan assume o papel de mentor do garoto. Este aprende rápido e, em breve se torna convencido por seus enormes poderes. Acredita que tudo pode e isso é sua ruína. Acaba caindo para o Lado Negro da Força seduzido por Palpatine e, depois de ter sido por mais de vinte anos o terrível Darth Vader, redimi-se do que fez e salva a Galáxia trazendo enfim o equilíbrio à Força. Pode parecer estranho há muitos que um indíviduo tão cruel quanto Darth Vader seja, neste trabalho, comparado a Jesus Cristo, o campeão da paz e do amor. Para aqueles que não achem que tal comparação é possível, recomendo a leitura dos itens 5 e 6.

Palpatine àEle que inicia a série como um Senador, que depois adquire o cargo de Supremo Chanceler, depois Ditador e, por fim, Imperador, é na verdade Darth Sidious: o grande vilão da saga Star Wars. Darth Sidious nunca age diretamente, pelo contrário, através de seus poderes (políticos e da Força) manipula os acontecimentos e as pessoas para que façam o que ele quer dando a impressão de que o contrariam e, dessa forma, mantém sua identidade secreta de político respeitável. Por ser o sumo representante do mal Palpatine pode ser comparado ao Diabo que vive tentando os indivíduos para que eles se corrompam. Outro motivo que faz com que Palpatine seja comparado ao Diabo é a própria História de Lúcifer, que outrora fora o anjo predileto de Deus e que por se considerar tão bom quanto ele, traiu-o e tentou supera-lo, tornando-se assim seu arqui-rival. Vejamos, Palpatine é o maior representante dos Sith, uma ordem que se originou de uma cisão no Conselho Jedi, ou seja, havia alguns Jedi que acreditavam ter mais poder do que a Força pode conceder, esses Jedi descobriram o Lado Negro e, passando a utiliza-lo, tornaram-se os maiores inimigos da própria Força.
 

Padmé Amidala àA antiga Rainha de Naboo se tornou Senadora ainda muito jovem e, apesar do papel destacado que tem nos filmes, sua alegoria não é de tanta importância. Ela seria apenas comparada a Maria Madalena, a tentação de Cristo. Com sua personalidade forte e sua beleza intensa faz com que Anakin ainda menino se torne perdidamente apaixonado. Essa paixão fará com que o rapaz se perca em suas emoções e com que seus poderes fujam ao seu controle. Há aqui uma pista do que poderia ter acontecido se Cristo cedesse aos seus impulsos e abandonasse sua causa original para ficar com Madalena. Talvez Star Wars seja uma realidade alternativa sobre a História Bíblica do Messias Cristão.
Luke Skywalker àEle que teve sua trajetória na série original desenhada de uma forma que desse a impressão de que ele era o herói agora mostra sua verdadeira função: ser o legado de seu pai. A garantia de que Anakin Skywalker cumprira sua missão, de que seu sacrifício não fora em vão. Luke seria o responsável pela nova ordem que se ergueria, por seu estabelecimento e por sua manutenção.

 

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