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Olmecas: O Elo Perdido das Civilizações Mesoamericanas Danilo
José Figueiredo
danilo@klepsidra.net Bacharel em História pela USP download - olmecas.rtf - 176KB |
| Depois que a cidade foi ocupada
pelas tropas Olmecas iniciou-se a construção de melhorias e de monumentos.
Com efeito Tres Zapotes tornou-se um verdadeiro centro cerimonial Olmeca,
sendo ali encontrada a primeira das Cabeças Colossais. Também em Tres Zapotes
foi encontrada uma outra Cabeça Colossal tão instigante quanto as demais,
mas por outro motivo: suas feições não eram negróides, mas sim mongolóides,
o que pode sugerir algum contato com países do Extremo Oriente. Entre 1200 e 600 a.C., Tres Zapotes foi um centro cerimonial de razoável importância dentro do contexto da Zona Metropolitana Olmeca, no entanto, não há nenhum indício que nos leve a crer que esta cidade tenha sido a casa de qualquer tipo de sistema de governo Imperial. |
Cabeça colossal sem feições negróides |
Piso
em mosaico com a cabeça de um Jaguar, mais
um dos monumentos de La Venta |
No entanto, ainda há que se solucionar
uma questão: por que os Olmecas escolheram La Venta para construir uma verdadeira
cidade de luzes, como o fizeram? Teria o lugar algum significado religioso
prévio ou teriam os Olmecas se encantado com a localização do sito (La Venta
ficava numa ilha fluvial)? Ainda há a possibilidade de a guerra de conquista
ter sido muito trabalhosa de ser vencida, o que justificaria a construção
de um monumento em homenagem à sua vitória. O fato é que da expansão inicial
dos Olmecas, La Venta parece ter sido a última parada. |
Mapa de La Venta, a Capital Olmeca
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Depois do estabelecimento de um centro cerimonial Olmeca em La Venta, os dois
séculos que se seguiram viram a cidade receber um número muito grande oferendas
votivas. Há um número de enterramentos cerimoniais (em geral machadinhas
de pedra gravadas) e, certamente há uma presença cerimonial muito forte
na região, o que faz com que a teoria de que a região talvez tivesse algum
significado religioso importante para os Olmecas seja reforçada.
A civilização Olmeca aqui se desenvolve de uma forma peculiar, mas que é a tida como a mais verdadeiramente Olmeca de todas. Praticamente não existem cerâmicas nesse período, o que denota que não devia haver população fixa, apenas talvez um reduzido número de sacerdotes e de guerreiros (ou sacerdotes-guerreiros) que administrasse a cidade. Não parece ter havido vilarejos periféricos a La Venta nesse período, no entanto, a construção de monumentos e palácios ia de vento em popa. |
| Depois de sua fase expansionista
inicial, San Lorenzo (mais uma vez excluídas Potrero Nuevo e Tenochtitlán)
estagnou-se. Num dado momento parece que todos os esforços financeiros que
inicialmente estiveram voltados para a expansão e conquista de outras regiões
haviam se transformado em esforços religiosos e culturais, sendo que, à partir
do ano 1000 a.C, as oferendas e o embelezamento de La Venta pareciam ser as
únicas coisas a importar para a casta governante Olmeca. Todo o século X a.C. foi marcado por uma certa desmilitarização Olmeca, o que pode ter ocasionado uma das duas seguintes coisas: |
Exemplo de estátua com os braços articuláveis |
| Por volta do século VI a.C. em diante
é possível constatar um aumento muito grande de artefatos Olmecas encontrados
na região. Esses artefatos variam desde espelhos de hematita até estatuetas
do Deus Jaguar, mas nesta região há uma espantosa incidência de um tipo de
estatuetas Olmecas que são, no mínimo, curiosas. As chamadas estatuetas Baby-Face. Estas estatuetas representam bebês (há controvérsias se representam realmente bebês, a mim parecem mais homens adultos) totalmente desnudos, mas sem nenhuma marca de definição sexual. O mais intrigante é que os rostos de tais imagens são muito semelhantes às feições características dos povos orientais (se assemelham a homens Chineses). |
Exemplo de figura baby-face, muito comum no Planalto Central Mexicano |