www.klepsidra.net |
A imprensa subversiva no
Brasil da década de 1930 O papel dos Boletins |
Introdução
O trabalho de
pesquisa deveria ser obrigatório ao currículo de qualquer historiador,
pois
a análise de bibliografia e abstrações intelectuais não formam os
profissionais
em níveis mais completos e questões mais abrangentes.
A
elaboração de resultados, bem como a produção em pesquisa tornam-se
elementos
básicos daquele que busca muito mais do que a compreensão da história
em
livros, mas baseado na própria experiência. É sobre este prisma que se
insere
o trabalho que aqui venho propor: poder
participar
do momento histórico que pretendo abranger não apenas pela análise
bibliográfica,
mas como pesquisador e produtor de questões e alguns esclarecimentos da
época.
Este
trabalho traz consigo além da proposta de análise
de um período histórico, todo o desejo de um aluno de graduação que
busca complementar seus estudos com uma proposta que possa envolver
também a produção de resultados. O contato com outros pesquisadores, do
próprio orientando com orientador, as
fontes e a busca de novos conhecimentos,
são todos fatores de um mesmo desejo, o da Produção Historiográfica.
Logicamente
que nem tudo é tão simples e a pesquisa em
si envolve dedicação e muita força de vontade. É algo
que envolve tempo e compreensão alem de uma boa orientação. Mas a
vontade
e a excitação provocada pelo contato com as fontes, juntamente com os
objetivos
que movem a pesquisa são mais do que suficientes para tornar nosso
trabalho um processo produtivo e
satisfatório. O trabalho com característica
de realização profissional.
Quem busca fazer algo
Encontra um meio.
Quem não quer
Encontra uma desculpa.
Provérbio
Árabe.
A década de 30
é marco divisor de águas na História brasileira. De um lado, o declínio
de
uma classe social constituída até o momento por uma elite agrária
rural,
os Senhores do Café. De um outro a ascenção da burguesia industrial e o
crescimento
do proletariado urbano. Em meio a este contexto, o Estado, que tenta se
firmar
e definir sua atuação dentro desta sociedade. É o momento em que o
proletariado
urbano inicia sua luta de reivindicações, juntamente com os
trabalhadores
rurais. Constituem-se no seio desta sociedade, organismos de
questionamento
e defesa destes trabalhadores.
A
Sociedade Brasileira de
Assistência Médico-Jurídica publicou "Liberte-se para defender-se dos males", obra confiscada. |
A
força de atuação dos trabalhadores, seja no
meio urbano ou rural, começa a ser vista como uma fonte séria de
ameaças
a consolidação do Estado Novo de Getúlio Vargas. De
um lado a contestação social que começa a se evidenciar aos finais da
década
de 20, estimulada pela rápida propagação dos ideais comunistas,
socialistas
e anárquicos no Brasil. De um outro o organismo do Estado que enxerga
nestes movimentos, o “que” de contestação de sua postura e trabalho
social. Esta tensão é o tema que norteia este trabalho. O embate entre Estado junto a burguesia industrial versus proletariado, se trava em vários meios: Seja nas legislações Trabalhistas que visavam fornecer ao Estado o quase total controle sobre a autonomia dos sindicatos e declinar o movimento proletariado, seja no projeto burguês de “modernização”[1] do proletariado e controle sobre o mesmo, ou seja na resistência dos trabalhadores. E é sobre esta resistência que o trabalho vem diretamente tratar. |
Como se dava o embate entre a resistência
e a reivindicação contra os aparelhos burgueses e do Estado ? Para o
movimento proletariado, quer ele fosse comunista ou socialista ou
anarquista, o importante
seria um maior número de adeptos (o que pode se constatar nos
prontuários
do DEOPS que trazem propaganda classificada como subversiva) para que o
mesmo
adquirisse expressão e força. Não implica em que muitas
vezes os movimentos tenham sido organizados em células únicas, como
fábricas,
indústrias ou fazendas específicas, mas sempre buscando uma unidade e
uma
adesão de um grande número de trabalhadores.
| Para
busca desta adesão, os movimentos proletários apoiavam-se em divulgação
de seus ideais e propósitos, ou seja, a propaganda política ou
“subversiva”, como o próprio Estado caracterizava, alem de outros
métodos, mas que não cabem a este trabalho analisar. A propaganda podia dar-se desde o “boca a boca” até a organização de grandes comícios ou passeatas. |
Composição tipográfica de A Classe Operária, do PCB, apreendida pelo DEOPS-SP em 1932 |
Mas a fonte de análise
deste trabalho é um caráter específico
da propaganda subversiva: Os Boletins.
Os
boletins possuem características específicas e são apreendidos
em grande número pela Polícia da Ordem Social, o que demonstra a
intensidade
com as quais são publicados. Trazem consigo informações diversas, bem
como,
toda uma contextualização que pretendo
abordar em
um outro capítulo deste projeto.
Como
a apreensão se deu em grande
número no período (o próprio arquivo do DEOPS é uma fonte imensa para
análise,
lembrando-se dentre muitas outras fontes que há
um
prontuário[2] no
arquivo do Estado, dividido em dez volumes, dedicado exclusivamente a
propaganda
comunista), fontes para análise não faltam. Desde prontuários de
organizações
específicas, como de indivíduos que produziam e distribuíam boletins
entre
a população, incluindo os que ainda não estão catalogados.
A pesquisa pretende descobrir e compreender o caráter específico dos boletins, bem como produção, distribuição e a constante dos conteúdos.
| Em quais níveis se davam estes
processos.
O envolvimento das pessoas, organizações e o próprio Estado, nos
relatos
que trazem consigo as apreensões. Onde se fabricavam ? Terá sido a impressão constituída em meios comuns ou diferenciavam-se em vários aspectos ? Como se considerar os boletins escritos (a grande maioria) se a maioria da população era iletrada ? Quem eram os responsáveis pela impressão ? Sempre algum indivíduo ou elaborados por um conjunto ? Qual a lógica dos boletins ? |
Maquinário e material apreendidos do PCB em 1932 |
Compreender a distribuição entre o meio rural[3] (sem nunca perder de vista que a população estava presente em maior número no meio rural) e o meio urbano, além do próprio meio industrial, em caso de indústrias específicas a exemplo do boletim destinado aos funcionários do Frigorífico Armour[4] ou da Fábrica Klabin[5].
Alem
de todo o trabalho intelectual, a pesquisa também pretende contribuir
com o banco de dados do Arquivo do Estado de São Paulo,
na medida em que ao analisar-se os prontuários ainda não catalogados, o
próprio pesquisador se encarrega de catalogá-lo. Formar um banco de
dados para facilitar
a pesquisa é permitir a democratização das informações ali contidas
para
que um maior número de pesquisadores tenham a possibilidade de poder
consultar
fontes primordiais a seu trabalho e que por muitas vezes nos dias de
hoje,
ficam impedidos devido a indisponibilidade
de um catálogo
que de certa forma agilize a pesquisa.
Feito
todo o trabalho de pesquisa que permita esclarecer todos os pontos aqui
colocados, os resultados do trabalho devem ser disponibilizados
a todos que tenham interesse, através da elaboração e confecção de um
livro
que traga consigo todos os resultados possíveis obtidos durante a
pesquisa.
Signifique, talvez sob uma órbita muito pessoal, realizar o sonho de qualquer pesquisador sério e
envolvido com
sua pesquisa: A publicação de sua obra.
O
livro torna-se o produto final desta pesquisa, e deverá conter todas as
respostas possíveis de terem sido suscitadas e respondidas
pelo trabalho.
Como já abordado na justificativa, o período a que a pesquisa irá se ater é a passagem da década de 20 para a de 30 até meios dos anos 40. Esta baliza cronológica corresponde exatamente a fomentação do movimento operário no Brasil, a “Revolução de 30”, ascenção da burguesia industrial e consolidação do Estado Getulista.
Na
análise inicial dos prontuários, pude perceber que
é principalmente durante a década de 30, onde se dá o maior número de
produção
da matéria prima desta pesquisa. Indica uma atividade dos sindicatos,
das organizações e da própria movimentação dos indivíduos em grande
escala. Conforme
aumenta a repressão, o controle do Estado se faz mas presente e, como
não
poderia deixar de ser, a propaganda estadista ganha campo, os
movimentos vão
se enfraquecendo e a produção se reduzindo.
A
análise do final da década de 20 poderá permitir estabelecer
os preceitos necessários para reconstituição dos moldes desta industria
panfletária
que irá tomar corpo na década de 30. Sua análise em 40 irá tentar
estabelecer
as mudanças e conservação daquilo que era essência; descobrir quais
pontos
divergiam na abordagem da década de 30, bem como a
assimilação dos projetos do Estado pelo proletariado.
As fontes pesquisadas até o presente momento
são exclusivamente do Arquivo de Estado de São Paulo e resumem-se a
prontuários
de partidos, sindicatos e indivíduos fichados no DEOPS, durante a época
já anteriormente estabelecida.
Em
um momento posterior, a pesquisa deve abranger suas buscas em fontes
fora do Estado (como por exemplo Rio de Janeiro ou Rio Grande do Sul)
nos arquivos de departamentos que possam corresponder ao DEOPS do
estado de São Paulo nos respectivos estados, bem como em outras fontes,
como
as que possam fornecer a propaganda política por parte do Estado,
visando
resgatar a resposta ou atuação do estado contra disseminação das
“idéias
subversivas”.
A) Policiais: Que constam no arquivo do DEOPS.
A.1) Fontes até agora já
consultadas:
·
Prontuário Nº 1110.
Propaganda
Comunista. Vol. de 01 a 10. Já consultado o Volume 04.
·
Prontuário Nº 2601.
Fábrica
Klabin.
·
Prontuário Nº
2585. Paulo Rubião Meira.
·
Prontuário Nº 2259.
Typographia
do Partido Comunista.
·
Prontuário Nº 3121. Angelo
Josi.
·
Prontuário Nº
2589. Syndicato dos Moinhos e Similares de São Paulo.
·
Prontuário Nº 2594.
Sindicato
Centro dos Estivadores de Santos.
A.2) Fontes até agora levantadas porem,
não consultadas:
·
Prontuário Nº 149.100.
Sindicatos
dos Administradores de Marília.
·
Prontuário Nº 149.100.
Luiz
Seraphim do Espírito Santo.
·
Prontuário Nº 6120.
Sindicato
dos aprovadores de Santos.
·
Prontuário Nº 118.818.
Sindicato
dos Advogados de São Paulo.
·
Prontuário Nº
127.852. Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro.
·
Prontuário Nº 50792;
Sindicato
dos Agenciadores de Publicidade e Propagandista do Brasil.
·
Prontuário Nº 40427;
Sindicato
dos Agricultores de Banana de Santos.
·
Prontuário Nº 249;
Sindicato
dos Ajudantes de Despachantes Aduaneiro da Alfandega de Santos.
·
Prontuário Nº 3471;
Sindicato
dos Alfaiates e anexos de São Paulo.
·
Prontuário Nº 92714;
Sindicato
dos Alfaiates de Piracicaba.
·
Prontuário Nº 36290;
Sindicato
dos Architetos e Construtores de Santos.
·
Prontuário Nº 129.836;
Sindicato
dos Arrumadores de São Paulo.
·
Prontuário Nº 101.548;
Sindicato
dos Artefatos de Borracha de São Paulo.
·
Prontuário Nº 5075;
Sindicato
dos Artífices de Madeira de São Paulo.
·
Prontuário Nº 37796; Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo.
·
Prontuário Nº 128.775;
Sindicato
dos Assalariados Agrícolas e Colonos de Franca.
·
Prontuário Nº 335.302;
Sindicato
e Associação dos Viajantes Comerciais.
·
Prontuário Nº 37741;
Sindicato
dos Atacadistas de Frutas de São Paulo.
·
Prontuário Nº 10.314;
Sindicato
dos Atores Teatrais, Cenógrafos e Ceno(?)(fita rompida).
·
Prontuário Nº 117.950;
Sindicato
dos Bancários de Belo Horizonte.
·
Prontuário Nº 126.017; Sindicato dos Bancários de Marília.
·
Prontuário Nº 5057;
Sindicato
dos Bancários de Santos.
·
Prontuário Nº 198.461;
Sindicato
dos Bancos no Estado de São Paulo.
·
Prontuário Nº 119.967;
Sindicato
dos Borracheiros de São Paulo.
·
Prontuário Nº 4256;
Sindicato
dos Carregadores de Cargas e Bagagem de São Paulo.
·
Prontuário Nº 6281;
Sindicato
dos Canteiros e Trabalhadores em Pedreiras de Santos.
·
Prontuário Nº 5711;
Sindicato
dos Carregadores e Transportes de Bagagens do Porto de Santos.
·
Prontuário Nº 75906;
Sindicato
dos Carroceiros de Santos.
·
Prontuário Nº 769;
Sindicato
dos Carteiros.
·
Prontuário Nº 4158;
Sindicato
dos Carvoeiros de São Paulo.
·
Prontuário Nº 29.064;
Sindicato
das Casas Bancárias do Estado de São Paulo.
·
Prontuário Nº 5355;
Sindicato
Centro dos Construtores e Industriais.
·
Prontuário Nº 2594;
Sindicato
Centro dos Estivadores de Santos.
·
Prontuário Nº 172;
Sindicato
Centro Musical de São Paulo. Sindicato dos Músicos de São Paulo.
·
Prontuário Nº 419;
Sindicato
dos Chauffeurs de São Paulo. Sindicato dos Condutores de Veículos.
·
Prontuário Nº 43877;
Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria de Chapéus de São Paulo.
·
Prontuário Nº 9252;
Sindicato
dos Cirurgiões Dentistas de Santos.
·
Prontuário Nº 101.045;
Sindicato
dos Colonos Assalariados Agrícolas de Catanduva.
·
Prontuário Nº 71948;
Sindicato
de Colonos e Camaradas de Monte Aprazível.
·
Prontuário Nº 125.366;
Sindicato
dos Colonos e Camaradas de Val Paraíso.
·
Prontuário Nº 36. 334;
Sindicato
dos Comerciantes de Artigos Dentários do Rio de Janeiro.
·
Prontuário Nº 6716;
Sindicato
dos Comerciantes de Jóias e Objetos de Ourives de São Paulo.
·
Prontuário Nº 27321;
Sindicato
dos Comerciantes de Material e Instrumental Científico de São Paulo.
·
Prontuário Nº 3099;
Sindicato
dos Comerciários de São Paulo; Vide Sindicato dos Empregados no
Comércio.
·
Prontuário Nº 6715;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Algodão do Estado de São Paulo.
·
Prontuário Nº 34644;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Café no Estado de São Paulo.
·
Prontuário Nº 19680;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Carvão Vegetal e
Lenha no
Estado de São Paulo.
·
Prontuário Nº 6736;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Drogas e Medicamentos.
·
Prontuário Nº 52.022;
Sindicato
Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios em São Paulo.
·
Prontuário Nº 9394;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens de São Paulo.
·
Prontuário Nº 7296;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Maquinismo em Geral do Estado de São Paulo.
·
Prontuário Nº 7297;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Materiais de Construção de São Paulo.
·
Prontuário Nº 6886;
Sindicato
do Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuários e Armarinhos de São Paulo.
·
Prontuário Nº 20.221;
Sindicato
do Comércio do Brasil.
·
Prontuário Nº 8.063;
Sindicato
do Comércio de Carnes Frescas de Santos.
·
Prontuário Nº 6657;
Sindicato
do Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios.
·
Prontuário Nº 59.442;
Sindicato
do Comércio Varejista de Barretos.
·
Prontuário Nº 34.287;
Sindicato
do Comércio Varejista de Bragança.
·
Prontuário Nº 10.016;
Sindicato
do Comércio Varejista de Campinas.
·
Prontuário Nº 22.826;
Sindicato
do Comércio Varejista de Carnes Frescas em São Paulo. Vide Sindicato
dos
Proprietários de Açougues.
Obs: O número de Prontuários de Sindicatos encontrados no Arquivo do
DEOPS,
passa de 600, portanto tornando-se inviáveis de citação no presente
trabalho,
mas a pesquisa pretende consultar todos.
A.3) Prontuários a serem localizados:
·
Kosma Ulamin
·
Basilio Ahuener
·
Antonio Cardoso
·
João de Freitas
·
Ernesto Wunsch
·
Mariano Kekleskis
·
Gaspar Sargunas
·
Max Scemmel
·
Manoel Monteiro
Os nomes que constam a partir de agora pertencem a
uma lista de nomes
que forma identificados por um outro pesquisador [6] ,
que observa um outro tema, porem, podendo ser aproveitados estes
prontuários
em minha pesquisa, visto que, em grande parte, estes nomes estavam
engajados
na propagando política tido como subversiva.
|
-
Abilio Neves -
Adelino Pinho -
Adolfo Sanchez -
Agostinho Farina -
Alceste de Ambrys -
Alessandro Cherchiai -
Alfio Tomanisi -
Amor Salgueiro -
Angela Bandoni -
Antonio de Jesus -
Antonio de Oliveira -
Arthur Napoleão
Saldanha -
Atílio Pessagno -
Augusto Donati -
Benjamin Motta -
Bixio Picciotti -
Carlos Escobar -
Carlos Garcia -
Carlos Tabuso -
Claudio Álvares - Diogo Gimenez -
Domenico Panzarini -
Donato De Vittis -
Emilio Martins -
Everardo Dias -
Flávio de Carvalho -
Florentino de
Carvalho -
Francisco Arouca -
Francisco Chaves |
Página inicial de prontuário produzido pelo DEOPS-SP |
|
-
Francisco Galdim -
Francisco Rodrigues -
Francisco Valdívias -
Galileo Botti -
Gastão Massari -
Geraldo Souza Meira -
Germano dos Santos -
Germinal Louenroth -
Gigi Damiani -
Giulio Sorelli -
Gusmão Soler -
Henrique Hossman -
Henrique Mendes - Izabel Cerutti - João Bacchetto |
Salvo-conduto concedido pelo DEOPS a um imigrante japonês |
| -
João Baptista Dubieux -
João Barbosa -
João Bentivegna -
João da Costa Pimenta -
João Falina -
João Marcola -
João Paulo Fernandes -
João Perez Parrada -
Joaquim Barosa -
Jornal "A Barricada" -
Jornal "A Lanterna" -
Jornal "A Luta
Proletária" -
Jornal "A Questão
Social" -
Jornal "A Terra
Livre" -
Jornal "A Vanguarda" -
Jornal "A Voz do
Trabalhador" -
Jornal "Brasil
Operário" -
Jornal "O Amigo do
Povo" -
Jornal "O Grito do
Povo" -
Jornal "O Libertário" -
Jornal "O Operário" -
Jornal "O Primeiro
de
Maio" -
Jornal "O Socialista" - Jornal "O Trabalho" - José Ardonoe- José B. Herrara |
Termo de declarações de 1936 encontrado em prontuário |
-
José Bacchiani
-
José Oiticica
-
José Perez
-
José Sarmento
-
Luiz Alonso
-
Luiz Paparo
-
Luiza Pessanha Branco ou
Luiza
Peçanha de Camargo Branco
-
Mamede Freire
-
Manoel Garcia
-
Manoel Sanchez
-
Manuel Moscoso
-
Marcos Corti
-
Mario Mendes
-
Martins Fontes
-
Matias Garcia
-
Miguel Palmer
-
Natalino Rodriguez
-
Neno Vasco
-
Nicola D'Albencio
-
Oresti Ristori
-
Osorio Cesar
-
Oswaldo Carlucci
-
Rafael Gimenes
-
Silverio Fontes
-
Teixeira Lino
-
União das Classes
Laboriosas
-
Vicente Mandarano
-
Vicente Vacirca
As bibliotecas
a serem consultadas inicialmente deverão ser as mais próximas da
faculdade.
Segue o mesmo exemplo para os arquivos.
·
Bibliotecas da
Universidade
de São Paulo.
·
Biblioteca Municipal Mario
de
Andrade; São Paulo.
·
Biblioteca Nacional do Rio
de
Janeiro.
·
Biblioteca da Unicamp;
Campinas-SP.
·
Arquivo do Estado de São
Paulo;
Prontuários do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São
Paulo
·
Arquivo do Estado de São
Paulo;
Hemeroteca.
A
propaganda subversiva no Brasil vem sendo discutida
de longa data, porem os trabalhos que tratam sobre o assunto são muitos
poucos, como o trabalho de Maria Luiza Tucci Carneiro [7] .
Há tambem trabalhos como o de Darnton [8] , mas que trata em ênfase sobre a
Revolução Francesa, trazendo uma ótima abordagem
sobre a questão da clandestinidade.
Porem,
quanto ao aspecto específico ao qual me proponho
a pesquisar e discutir em meu projeto, a função e lógica dos boletins
como
meio de propaganda subversiva, não há nenhum trabalho no Brasil. A
idéia
é inovadora até mesmo pelo fato de que os
arquivos
em todo o país que possuam material para semelhante pesquisa, a pouco
tempo
vem sendo disponibilizados aos pesquisadores e interessados.
O
que podemos destacar em produção
histórica para esta época é a grande discussão política sobre o
período.
Historiadores diversos como Boris Fausto, Caio Pardo Junior, Zelia
Lopes
da Silva, dentre outros, promoveram um grande embate sobre as questões
sociais
e políticas dos anos 30 e 40. A propaganda subversiva e o combate do
Estado
as idéias “revolucionárias” que contrapunham os ideais estadistas,
quase
nada possuem de trabalhos publicados. A intenção é trazer um aspecto
novo
a discussão antiga.
Questões Teóricas
Os
boletins tidos como “subversivos” trazem a tona a questão
da propaganda política na época em discussão. O trabalho que vem sendo
proposto
busca entender em que parâmetros se da esta discussão de propaganda
política,
o que podemos caracterizar realmente como tal, e o que o Estado
enxergava
como o mesmo. O autoritarismo a que ficavam submetidos o julgamento do
que
era ou não era “perigoso”; a lógica da desconfiança do Estado
autoritário.
Ainda
mais especificamente, qual era a função lógica dos boletins; sua grande
apreensão como meio de
propaganda política; e quando a produção do mesmo era
necessário? A compreensão da ligação que o mesmo buscava criar entre produtor e leitor. Havia um público alvo
sempre ? Se sim,
o que o diferenciava da produção de outro boletim? Apesar de receptores
diferentes,
os boletins possuíam uma mesma concepção, portanto genéricos ?
Portanto
as questões teóricas buscam a compreensão da visão
política de construção do novo Estado e a lógica de tudo aquilo que o
Estado
enxergasse como “subversivo” e a resposta contra o autoritarismo na busca da união e propagação de diferentes
ideais e
idéias nesta sociedade que sofria profundas transformações, não somente
a
nível nacional, mas que tambem respondia as mudanças exteriores.
A
pesquisa deve obedecer a um esquema de trabalho previamente
estabelecido e conta com a elaboração de materiais que permitam uma
maior
agilidade no fornecimento e anotação de dados, como as fichas de
pesquisa
que se seguem.
|
Autor |
Nome |
|
Livro |
Título, Cidade, Editora, Ano. |
|
Dados
Bibliográficos |
Anotações Bibliográficas, remissão a outros
livros,
trechos com número de páginas. |
|
Prontuário
Nº
Nome/Instituição |
|
Vulgo
e/ou Codinome: Filiação: - Pai
- Mãe Data
de nascimento: dia/mês/ano
Estado
Civil: Nacionalidade:
Naturalidade: Sexo: Residência:
(cidade/estado) Profissão: Empresa: Envolvido
em propaganda subversiva (Sim) (Não) Boletins
(Sim) (Não) Distribuidor
(Sim) (Não) Impressor
(Sim) (Não) Número
do documento com Boletim |
|
Datas
Limites: dia/mês/ano até
dia/mês/ano Remissões
a outros prontuários: Palavras-Chave:
Resumo
de conteúdo do Prontuário: |
Prontuário Nº Doc. Nº |
|
Caracterização
do Boletim: Data; A qual instituição ou ideologia;
Impresso de
que forma; escrito a mão; Consta
local de Impressão (Sim) (Não) Local: Consta
Imagem (Sim)
(Não) Se
Constar,
preencher último quesito da ficha. |
|
Conteúdo
do Boletim: |
|
Descrição
da Imagem/gravura do Boletim |
II-
Apresentação
III-
A Propaganda Subversiva e
o
Estado Novo
IV-
A lógica da Desconfiança
V-
O “Papel” dos Boletins
Meses |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
|
Levantamento
Bibliográfico |
X |
|
|
X |
|
|
|
X |
|
|
|
|
|
Leitura
da Bibliografia |
|
X |
X |
|
X |
|
X |
|
X |
X |
|
|
|
Pesquisa
em prontuários |
X |
X |
X |
|
|
|
X |
X |
X |
X |
|
|
|
Pesquisa
em outros acervos |
|
|
X |
|
|
|
|
X |
|
|
|
|
|
Busca
em outras bibliotecas |
|
|
|
X |
|
|
|
|
|
X |
|
|
|
Relatórios |
|
|
|
|
|
X |
|
|
|
|
|
X |
FAUSTO,
Boris. A Revolução de 30. São Paulo, Ed. Companhia das
Letras,
1998.
MOLES,
Abraham. O Cartaz. São Paulo. Ed. Perspectiva, 1974.
DARNTON,
R. Edição e Sedição. São Paulo. Companhia das Letras,
1992.
ZELIA,
Lopes da Silva. A Domesticação dos Trabalhadores nos anos
30. São Paulo. Marco Zero, 1990.
CARNEIRO,
Maria Luiza Tucci. Livros Proibidos, Idéias Malditas.
São
Paulo, Ed. Estação Liberdade, 1997.
FERREIRA,
Maria Nazareth. Imprensa Operária no Brasil. São
Paulo, Ática,
Série Princípios, 1988.
APOLÔNIO,
L. Manual de Polícia Política e Social. São Paulo,
Escola
de Polícia, 1958.
AQUINO,
M. A. Censura, Imprensa e Estado Autoritário no Brasil.
Tese
de Doutorado em História Social. Deptº de
História/FFLCH/USP,
1990.
CANCELLI,
E. O Mundo da Violência: A Polícia na Era Vargas.
Brasília,
EUNB, 1993.
CHARTIER,
R. Práticas da Leitura.
São Paulo,
Estação Liberdade, 1996.
CARONE, Edgard. Movimento
Operário
no Brasil (1877-1944). São Paulo/Rio de Janeiro, Difel, 1979.
DECCA,
Edgar de. O Silêncio dos Vencidos. São Paulo,
Brasiliense,
1981.
MACHADO,
J.A.P. Censura e Liberdade de Imprensa. São Paulo,
COM-Arte,
1984.
MOMESSO, Luis. A Importância da
Imprensa
nos Sindicatos. in Debate Sindical, nº 1, maio de 1986.
[1] Silva, Zélia Lopes da. A Domesticação dos Trabalhadores nos Anos 30. 1ª ed. São Paulo. Editora Marco Zero, 1990.
[2] DEOPS, Prontuário nº 1110, volumes de 01 a 10. Propaganda Comunista. Arquivo do Estado, São Paulo.
[3] DEOPS, Prontuário Nº 1110. Propaganda Comunista, Vol. 04, Doc. 13. Aos Operários Empregados e Empreiteiros da Fazenda Refinadora Paulista. Não consta data. Arquivo do Estado. São Paulo.
[4] DEOPS, Prontuário Nº 1110, Propaganda Comunista, Vol. 04, Doc. 03. Aos Trabalhadores do Frigorífico ARMOUR. Federação da Juventude Comunista, 28 de Julho de 1934. Arquivo do Estado, São Paulo.
[5] DEOPS, Prontuário Nº 2601, Fábrica Klabin, Doc. 07. Aos trabalhadores da fábrica Klabin. Não consta data. Arquivo do Estado, São Paulo.
[6] Passeti, Gabriel. PROJETO DE PESQUISA:OS
INTELECTUAIS E A IMPRENSA OPERÁRIA EM SÃO PAULO A PARTIR DO OLHAR DA
POLÍCIA
POLÍTICA. (ARQUIVO DEOPS-SP).
[7] Carneiro, Maria Luiza Tucci. Livros Proibidos, Idéias Malditas. São Paulo, 1ª Ed., Editora Estação Liberdade. 1997.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| A Revolução
de 1930, de Boris Fausto |
Livros
proibidos, idéias malditas, de Maria Luiza Tucci Carneiro |
Classes
sociais e movimento operário, de Edgard Carone |
Práticas da
leitura, de Roger Chartier |