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Arantes,
Paulo Eduardo. "Um Departamento Francês de Ultramar: estudos sobre a formação
da cultura filosófica uspiana". Rio de Janeiro: Paz e terra, 1994.
Olívia Pavani Naveira
olivia@klepsidra.net Bacharel em História / Graduanda em Letras - USP download departamento.doc - 36KB |
| O Livro “Um Departamento Francês de
Ultramar”, de Paulo Eduardo Arantes, publicado em 1994, traz grandes contribuições
para a discussão sobre filosofia e Universidade no Brasil. O livro está
organizado em textos, que foram escritos entre os anos 80 e 90 e é dedicado
a Bento, Bento Prado. Possuindo ao todo 316 páginas, o professor de filosofia da USP, Paulo Arantes, tenta durante o livro, realizar uma reconstituição histórica da implantação do curso de filosofia e da filosofia universitária na USP. Inicia sua análise com a constituição da graduação em filosofia nos anos 30, e concentra- se na discussão a respeito das linhas de pensamento geradas no departamento, principalmente nos anos 60 . Apesar de fazer diversas citações e indicá-las ao pé de cada página, ficamos procurando pela bibliografia, inexistente no livro. |
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O prédio da FFCL na R. Maria Antonia |
Saudosista
da “Maria Antônia” no entanto, é o que não falta aos atuais prédios da Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), localizada do outro lado
da ponte, pelos lados do Butantã. Entre os atuais estudantes de graduação,
não há quem não tenha desejado, assim como Arantes, tomar o bonde e filosofar
junto à Maria Antônia. Sobressai dessa passagem, uma questão muito importante a ser discutida sobre a Universidade de São Paulo, uma vez que percebemos até mesmo o seu isolamento geográfico em relação à sociedade. O campus encontra-se apartado do centro da cidade, assim como muitas das atividades que se exercem dentro da universidade, também estão. Até que ponto a Universidade está ficando cada vez mais apartada da realidade nacional ? |
| Em 1968, como os estudantes e público
da melhor cultura estavam começando a tomar a feição inquietante de massa
politicamente perigosa, tornou-se necessário que o Governo Militar agisse
em consequência, liquidando os focos da inteligência viva no momento. Ocorria
assim, uma diáspora da intelectualidade brasileira. Dezenas de professores foram cassados, exilados ou aposentados compulsoriamente, alunos foram presos. |
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Toda a questão da ditadura e da repressão militar, passou a fazer-se presente na história da Universidade de São Paulo e na história do Brasil. Iniciavam-se os movimento de luta estudantil e os desejos por mudanças na sociedade e na universidade. Seguindo as discussões de Arantes sobre esta questão, é possível realizar um paralelo sobre os chamados “monopólios da força” de Michel Foucault. A questão do disciplinamento e da educação. Uma problemática pertinente quando se estuda sobre educação, ou quando se lê sobre história das idéias, e da formação do pensamento, é o questionamento sobre até que ponto, a educação liberta o indivíduo ou o disciplina. |
As fases do confronto entre os estudantes da USP e do Mackenzie: embates na Maria Antonia e incêndio do prédio da FFCL |