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O Estado de Deus:

Pensamentos Sobre um País Hipotético


Danilo José Figueiredo
danilo@klepsidra.net
Bacharel em História / USP
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Introdução
Fundação
Primeiras Guerras
Decisão Greco-Romana
Marcha dos Judeus
Encontro dos Nativos
Reino Judeu
Chegada dos Árabes
Advento Viking
Sociedade e Religião
Chegada dos Orientais
Guerra Edêmica e
Crises Geopolíticas

Hegemonia Saxetana e
suas conseqüências

Fim do Éden


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12 – Do Fim do Éden:

 

Depois de passar por cima da deliberação do Conselho Interno da OEU, Saxet e seus aliados partiram para Tiawuk e, de lá, invadiram Qari. É verdade que nem tudo saiu com Egroeg W. Hsub esperava, Yekrut, ao norte de Qari, não só não permitiu que tropas Saxetanas atravessassem o país, o que impediu que o ataque fosse desferido contra Maddas Niessuh em duas frentes, como também invadiu ela própria a região norte de seu vizinho com o intuito de exterminar de uma vez por todas os Sodruc.


Em todo o Éden as manifestações pela paz e contra a guerra eram a voz do clamor popular, no entanto, mesmo assim, alguns governos (como Dnalgne e Ailati, em Aporue, dentre outros no Éden) manifestaram seu apoio à ofensiva, em detrimento da vontade de sua população.


Aproveitando a onda de ataques preventivos e o clima de Guerra contra o Terror, vários Estados iniciaram conflitos há muito embrionários contra seus vizinhos. Foi o caso de Aidni e Natsikap, na Aisa ed Seocnom, de Anihc e Nawiat, no Oriente e da intensificação dos conflitos entre Árabes e Judeus em Emanuel, além, é claro, da questão dos Sodruc contra Yekrut.


Por essa mesma época, descobriu-se que Aerok possuía a Bomba H e que, uma vez fazendo parte do Grupo do Mal (assim intitulado pelo Cônsul de Saxet), passava a ameaçar o Éden, segundo a visão Saxetana.


A Guerra em Qari, ao contrário das expectativas iniciais, não foi curta e nem sequer fácil de se vencer. Apesar da imensa superioridade tecnológica de Saxet e de seus aliados, por desejarem os poços de petróleo de Qari, não podiam arrasar a região com Bombas H, por isso, tiveram que conquistar Ainolibab rua-a-rua, tarefa que se provou extremamente árdua.


Apenas no final de 1603, mais de oito meses após o início do conflito, Saxet saiu vitoriosa. Porém, sua indústria bélica e o clamor missionário de Egroeg W. Hsub havia transformado aquela missão numa Guerra Santa e, sendo assim, ela não poderia ser parada; não antes de Nari também sucumbir.


Nova frente foi aberta, agora, rumo a Nari, país vizinho de Qari. Os poços de petróleo de Qari, que deveriam ser o grande botim de Saxet, estavam em chamas e os custos para apagar os incêndios acabaram não compensando a missão. A reconstrução do país arrasado, que os membros do Conselho Interno da OEU ainda tentavam que ficasse à cargo da entidade, foi entregue à empresa do Vice-Cônsul de Saxet, o que, mais ainda, comprovava a intenção daquele país: recriar o período do Expansionismo.


Saxet, contudo, estava se enfraquecendo financeiramente devido à Guerra prolongada e esperava que a exploração das regiões conquistadas fosse reerguer sua economia. Porém, um outro fator de complicação, surgido em meados de 1603, mas que adquiriu força no início de 1604, a epidemia de Pneumonia Oriental começou a se espalhar pelo Éden. A princípio, pensou-se se tratar de apenas mais uma doença, contudo, depois de diversas mortes, Anihc assumiu que a doença se tratava de uma tentativa de criação de arma que fracassou, por isso, o Éden se tornou ainda mais alarmado.


Dentro de Saxet, era período de eleições Consulares, no entanto, como o governo Hsub já vinha praticando perseguições políticas, com milhares de prisões diárias e com entraves nas carreiras daqueles que se posicionavam publicamente contra o governo, o Cônsul aproveitou e, devido ao período de guerra, se fez outorgar Cônsul por mais quatro anos.


No segundo mandato de Hsub, Aerok finalmente, após tantas ameaças, atacou Otamay. Inicialmente, uma grande divisão da infantaria daquele país desembarcou na península. Anihc, aproveitando o embalo, anexou Nawiat a seu território e Saxet, por estar envolvida numa ferrenha guerra contra Nari, nada pôde fazer para impedir os movimentos no Oriente.


A esta altura, a OEU já era apenas uma lembrança, ninguém consultava mais a entidade para obter permissão para nada, sendo assim, o Éden se tornou outra vez uma terra sem leis.


Quando a divisão de infantaria de Aerok foi derrotada pela guerrilha urbana de Otamay (que estava proibida de ter forças armadas desde o fim da II GE), os vencidos, como castigo àqueles que os venceram, lançaram duas Bombas H sobre a península.


É bom que se note que o poder das Bombas H do início do século XVII não se comparava ao poderio daquelas de meados do século XVI, ou seja, as mais modernas eram muito mais destrutivas e, sendo assim, toda a superfície da península se tornou água e Otamay se tornou apenas uma lembrança.


Diante desse acontecimento, Saxet pensou ser necessário dividir suas frentes e atacar Aerok, no entanto, quando o fez, sofreu uma derrota definitiva em Nari, por volta de 1611, no terceiro governo de Hsub.


Com a marcha de Saxet visando a invasão de Aerok, Anihc e Aissur uniram-se para proteger seu vizinho. Saxet, temendo se envolver em outra guerra demorada e custosa e visando definir logo a situação e mostrar a todos o seu verdadeiro poder, lançou quatro Bênçãos Divinas (seu nome para as Bombas H) sobre Aerok. Resultado: não só este país se tornou água, como também, partes do nordeste de Anihc e do sudeste de Aissur.


Ambos, agora coligados aos países Árabes, em 1625, lançaram uma chuva de Bombas H sobre Southland. Seu objetivo era, destruindo a maior ilha do Éden, mostrar sua superioridade militar.


De fato, o fim de um dos principais aliados de Saxet fez com que o Éden se assustasse. Por essa época, o poderio de Saxet já era igual ao de Anihc e ao da União Aporuéia, formada pelos principais países de Aporue.


Saxet, temendo não poder vencer o conflito que estava em vias de começar, propôs a assinatura de um tratado de destruição das armas d’água. Com efeito, sem tais armas os países do Oriente não fariam frente ao poderio militar de Saxet.


Cientes das intenções obscuras de Saxet, os países do Oriente, bem como a União Aporuéia recusaram o tratado. Como justificativa, apresentaram a irrefutável afirmação de que a ex-OSSS e Saxet haviam assinado tratados semelhantes, no entanto, a primeira cumpriu sua parte, mas Saxet, não. Além disso, a desculpa do desarmamento total de Qari ainda não havia sido engolida, afinal, se Saxet exigia que Qari depusesse todas as suas armas, porque não deu o exemplo ela mesma?


Sem o acordo e diante da ameaça do revigoramento da Revolução do Povo em Aissur, Saxet riscou do mapa Abuc, único país da Saxetérica a adotar formalmente as doutrinas da Revolução do Povo.


A resposta a esse ato veio rapidamente: os Árabes de Emanuel se retiraram e, em questão de alguns dias, uma chuva de Bombas H varreu aquela região do mapa.


Os Judeus de Saxet queriam vingança, mas, como último ato de seu governo, Egroeg W. Hsub, em 1635, assinou a expulsão daqueles que ele julgava como “Inimigos de Cristo” de seu país. Na verdade, aquele Cônsul nunca tolerara os Judeus e só os aceitara enquanto seu Estado lhe servia como escudo. Agora que Emanuel já não mais existia, os Judeus já não mais interessavam.


Hsub morreu em 1636, de morte natural e, foi sucedido por uma linhagem de Cônsules fracos e belicistas que só fizeram destruir a sociedade de Saxet, exaurindo seus recursos para a construção de armas d’água.


A Guerra já se arrastava há anos quando, em 1660, Saxet realizou um ato que visava defini-la: despejou mais de 80% de suas Bênçãos Divinas sobre Aporue, Qari (sobre o qual já não possuía nenhuma influência desde que o país fora libertado pelos Orientais, em 1652), Nari, Natsinagefa e Yekrut. O objetivo desses bombardeios era de dividir o Éden em duas ilhas e tal objetivo foi alcançado. Na verdade, Saxet sabia que todos os rios do Oriente eram abastecidos pelo Lago do Oriente e, com esses ataques, Saxet fez com que este lago se mesclasse ao oceano, acabando com mais de 90% das reservas de água potável de seus inimigos, além de riscar várias de seus países do mapa.


Percebendo que não dispunham de nenhuma outra alternativa para vencer a Guerra, os Orientais detonaram as Bombas H que haviam escondido na Zona Intermediária. Como o Grande Lago Médio, devido à grande utilização de suas águas, tinha um nível bem abaixo do nível do mar, a destruição das florestas que o cercavam fez com que o mar entrasse abruptamente no lago, destruindo as reservas de água doce da região e fazendo com que um grande maremoto atingisse a costa leste de Saxet, destruindo, entre outras cidades, Kroywen e Notgnihsaw.


Antes que Saxet pudesse reagir, tropas Orientais desembarcaram na Saxetérica Atlantina e começaram a avançar rapidamente rumo ao norte.


Muitos Atlantinos, em especial aqueles negros habitantes de Itiah, passaram a deixar a terra e rumar para o mar em embarcações muito obsoletas, as melhores que conseguiam construir devido aos séculos de isolamento político-econômico que sofreram devido à discriminação.


Alguns desses navios foram parar em águas da América Portuguesa e lá, identificados como navios negreiros onde a “carga” havia se sublevado contra os captores. Nenhum Português conhecia o idioma daqueles negros, então, em 1666, quando, mais de um ano depois, os primeiros contatos orais puderam ser realizados, uma expedição ultra-secreta da marinha Portuguesa foi enviada ao local onde supostamente deveria estar o Éden. Porém, mesmo após três anos de buscas, nada foi encontrado e, até os dias de hoje, não se sabe o que aconteceu com aquela ilha do tamanho de um país onde se desenvolveram diversos Estados, mas, em especial: o Estado de Deus.


 

13 – Conclusão:

 

Agora que o romance já terminou, gostaria de esclarecer algumas coisas. Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos meus leitores se acaso a leitura deste texto se lhes provou enfadonha, confesso que não foi o meu objetivo, no entanto, como sendo uma de minhas primeiras experiências no ramo da ficção, este texto pode não ter tido todos os atrativos que a ele creditei. Em segundo lugar, gostaria de reafirmar que nada tenho, como sempre afirmei, contra nenhum tipo de crença ou religião, minhas posições sempre foram contra o espírito missionário de algumas Igrejas e, especialmente, contra o fortalecimento de cleros que, em adquirindo poder político às custas de seus fiéis, passam a influenciar as leis e a ética do país em que estão radicados, dessa forma, controlando as vidas até mesmo daqueles que não lhes são devotados, mas isso, não é uma opinião minha, afinal, Martinho Lutero (um dos criadores do Protestantismo que, aliás, é a doutrina religiosa vigente (em se considerando todas as suas discrepâncias e discordâncias internas) nos EUA e, sendo assim, criticada aqui) em sua obra “Sobre a Autoridade Secular”, já dizia que os sacerdotes devem cuidar dos assuntos da religião e os governantes, dos assuntos políticos.


Outro ponto importante a se levantar nessa conclusão é a discussão sobre a realidade histórica. Na verdade, não pretendo me alongar muito nessa discussão, pois, por si só, ela já daria um texto bem grande e denso. No entanto, é bom que se note que hoje a visão mais aceita da História é a de que ela própria se trata de uma ficção.


A Fenomenologia, doutrina criada por Husserl, no início do século XX, propõe que os fatos deixam de existir assim que acabam de acontecer, ou seja, assim que um incêndio num prédio termina, o fato se extinguiu. Tudo aquilo que se disser, relatar, escrever ou dissertar sobre aquele incêndio será nada mais do que uma construção e, como tal, inevitavelmente recheada de parcialidade, já que não somos capazes de sermos imparciais.


Acompanhando-se esse pensamento, podemos perceber que a História, mesmo a História do Tempo Presente (que alguns chegam a criticar, dizendo que não seria papel dos Historiadores discutir os acontecimentos ainda em andamento, ou seja, que ainda não se definiram com a passagem do tempo), não é muito diferente em essência de uma ficção. A principal diferença entre a História e a ficção seria que a História, ao se pretender real, falaria apenas de coisas que realmente aconteceram e com um compromisso com a verdade (mesmo que essa seja discutível, na medida em que depende dos vários pontos de vista daqueles que interpretam os fatos já transcorridos (ou em andamento)); enquanto a ficção, por ser livre, poderia criar histórias que não se pautam no real.


Agora vejamos, se tanto a ficção quanto a História criam (ou constroem) suas narrativas, e se tais narrativas não se constroem sozinhas, mas com a inevitável intervenção de um indivíduo (o dramaturgo ou o Historiador), então, nada poderia impedir uma ficção de ter tanto ou até mais valor histórico do que um texto acadêmico.


Acredito que dois textos publicados recentemente por mim em Klepsidra me sejam de grande auxílio para ilustrar o que venho a dizer. Em “Darth Vader: Fé e Realidade em Star Wars” e em “A Revolução, os Lobos e o Besteirol”, o que fiz foi meramente mostrar ao leitor alguns dos pontos em que aquelas duas ficções absurdas se encaixam no mundo real e, sendo assim, deixam de ser ficções absurdas para se tornarem História.


É certo que muitos não concordam com a Fenomenologia, muitos Historiadores, inclusive, continuam presos às visões cientificistas, empiristas e deterministas que unem a História aos fatos da mesma forma como a Matemática é unida aos números. Estes indivíduos, contudo, não colaboram para o avanço da História enquanto ciência, pois para eles, a História nunca será uma ciência, na medida em que seus dados e teorias não podem ser comprovados num laboratório e nem sequer são ou serão incontestes. Ainda bem!


É inserido no padrão da Fenomenologia que este meu pode ser compreendido, é claro que não observei todos os períodos Históricos que constam dele, no entanto, com Historiador que sou, li vários livros, vi vários filmes, ouvi várias Histórias (e estórias) e, sobretudo, refleti bastante sobre o que li, vi e ouvi. O reflexo disso (e talvez de minha loucura crescente e galopante) pode ser visto nas páginas que conduziram o leitor até aqui. Com certeza, os leitores de Tolkien encontraram algo de seu método narrativo neste texto, sobretudo aquele utilizado em “O Silmarillion”, livro que conta parte da mitologia da Terra Média, anterior a “O Senhor dos Anéis”.


Devo confessar a esses leitores que não li “O Senhor dos Anéis”, não porque não me interessasse, mas sim, porque devido a meus afazeres diversos e ao tamanho da obra (mais de 1500 páginas), não pude dispor de tempo. No entanto, li “O Hobbit” e “O Silmarillion”. Apreciei o estilo literário de Tolkien e também percebi nele, como muitos já tiveram a oportunidade de mencionar, diversos posicionamentos xenofóbicos, eugênicos e mesmo racistas-sexistas, no entanto, a criatividade daquele indivíduo me serviu de inspiração para criar o modelo do mundo do Éden que, a meu ver, em nada se assemelha à Terra Média, a não ser, talvez, por ser um mundo fictício.


Outra grande fonte de inspiração para este romance foram os livros de RPG, em especial o cenário do famoso “Dungeons & Dragons”, “Forgotten Realms”. Neste livro, que há menos de seis meses foi traduzido para o Português, um mundo semelhante (e obviamente inspirado nele) à Terra Média de Tolkien nos é descrito. Porém, por não ser um romance, mas sim um cenário de jogo, “Forgotten Realms” nos traz uma descrição da História de seu mundo, denominado Abeir-Toril e, em especial de um de seus continentes: Faerûn. Neste mundo, também há um mago semi-divino, como Gandalf, o Elminster, que aparece nos momentos cruciais para salvar a todos, mas que normalmente prefere a não intervenção, também há raças de pele negra (como os Orcs de Tolkien) que têm tendências malignas e que são excluídas pela sociedade, também há elfos, entes, anões, hobbits, deuses...


Não pretendo e nem pretendi ser um plagiador; como aqueles que conhecem as referidas obras poderão constatar se lerem meu texto. Além disso, também não me tentam as doutrinas sexistas, racistas e eugênicas de Tolkien ou de D&D. No entanto, o que me tenta (talvez por ser um resquício de meus últimos anos de adolescência, talvez por ser uma tendência pessoal) é o realismo com a qual os autores de ambos os livros conseguiram descrever seus mundos, afinal, num filme não é necessária muita genialidade para se dar vida a um mundo inexistente, na medida em que as imagens estão lá para quem as quiser ver, mas num livro, sim.


Por fim, algumas últimas justificativas a meus leitores devem ser dadas em consideração:


À presença dos Negros: É evidentemente escassa a presença dos negros neste texto, no entanto, isso não se deve a uma posição contrária às etnias oriundas da África, mas sim, há dois fatores: primeiramente, o cronológico, afinal, no período no qual se passa o texto, a possibilidade de levas migratórias negras além da África é muito restrita e os contingentes descritos já são exageradamente numerosos; em segundo lugar, sua exclusão foi proposital tanto para reforçar a característica que estes indivíduos sempre tiveram em nossa sociedade, ou seja, o de força de trabalho excluída das decisões e das vitórias por meio da coerção, quanto para que se tornassem o legado do Éden. Os últimos filhos do paraíso cuja História morreria justamente pela falta de credibilidade dos brancos às tradições negras.


À citação de Atlântida: É óbvio que minha seriedade profissional não me permite acreditar em Atlântida, nem mesmo num continente tardio que teria passado incólume aos descobrimentos e mesmo à circunavegação do mundo realizado por Fernão de Magalhães. No entanto, achei por bem colocar este continente no mapa para não ter que me dar ao trabalho de criá-lo totalmente, expropriei-me, dessa maneira, da obra de Platão.


Às inexplicáveis flutuações temporais dos paralelos com a História do Mundo: Como este texto é uma obra de ficção, não me senti muito obrigado a prender-me aos parâmetros temporais de nossa civilização ocidental, afinal, toda a duração da História que conta a evolução humana de vinte e um séculos, perdura apenas por apenas quatorze, o que, inevitavelmente, me restringiria quanto ao tempo. Alguns fatos históricos foram colocados de maneira a ocorrerem antes de outros que na História do Mundo ocorreram às vezes dois, três séculos antes porque isso satisfaria uma cronologia aceitável para o Éden, não para o mundo.


À correria final: Fatos da História recente do mundo, em especial guerras e políticas que levaram a elas foram descritos de forma quase seqüencial, sem intervalos, para suscitar a impressão (real no meu ponto de vista) de um período de guerras quase constantes, o que culminou com o fim do Éden.


À previsão pessimista final: Não que eu acredite realmente que o mundo esteja em vias de terminar, mas que o colapso da ONU preocupa a todos nós, isso preocupa, afinal, sem uma entidade reguladora e legitimadora da “paz” e da “justiça” no mundo (ainda que tal entidade seja parcial ou totalmente controlada pelos EUA), não se sabe que catástrofes podem ocorrer. Desde a dissolução da União Européia até um ataque nuclear da Coréia do Norte ao Japão (como sugerido no texto), passando pela criação de novas alianças militares, como a proposta pela França (que englobaria França, Alemanha e Bélgica). O futuro é incerto.


À fusão de países em blocos ou em outros: Como o Éden se trata de uma ilha do tamanho da Argentina e como este texto é uma ficção, achei por bem que apenas os países mais relevantes fossem citados, de modo que os países em condições coadjuvantes e/ou que não fossem sequer ser citados, não deveriam aparecer. Peço a compreensão dos leitores que, porventura, venham a se sentir ofendidos quanto a isso.




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