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O Estado de Deus: Pensamentos Sobre um País HipotéticoDanilo
José Figueiredo
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7 – Do Advento Viking:
O século XI começou com uma
novidade muito interessante: a chegada de um novo povo ao Éden.
Já fazia quase trezentos anos
que os mais jovens habitantes do Éden haviam desembarcado nas costas daquilo
que atualmente é o Reino de Iduas Aibara, quando o extremo norte de Aporue
foi assaltado por levas migratórias de Vikings.
Entre 1010 d.C. e 1050 d.C.,
centenas de embarcações Norueguesas e Dinamarquesas desembarcaram em uma
península situada no norte de Aporue. Apesar de a região ser a terra mais
fria (devido à altitude) do Éden, nela não havia neve e, por isso, os Vikings
a denominaram Sunland, ou seja, Terra do Sol.
A região era esparsamente povoada
por fazendas dos Reinos de Aporue (em sua imensa maioria, fazendas ligadas
a Templos), e, sendo assim, foi facilmente conquistada pelos hábeis guerreiros
Nórdicos. Porém, os Vikings que estavam chegando ao Éden já não eram mais
os mesmos da gloriosa Era Viking, eram Cristãos em sua maioria e, sendo
assim, traziam em si uma nova ideologia às crenças religiosas do Éden.
Igrejas Católicas foram construídas
em Sunland pelos Vikings e tais Igrejas começaram a, aos poucos, converter
as populações Greco-Egípcias de Aporue. No entanto, o Catolicismo pregado
pelos Vikings era muito diferente do Cristianismo de Saxet (como veremos
no próximo item), o que provocou naquela nação um sentimento de vingança
em relação àqueles “falsos adoradores de Cristo”.
O principal movimento de Saxet
nesta época foi a fundação de uma colônia numa península vizinha a Sunland.
À partir dessa península, Saxet pretendia se aproveitar da infiltração do
Catolicismo em Aporue para fazer de toda a região Cristã, no entanto, a
principal função daquela península seria a de ser o Novo Estado Tampão de
Saxet.
7.1 – Da História de Dnalgne:
A colônia de Saxet não fazia
fronteira com nenhuma outra região povoada, apenas com a Grande Floresta
do Norte, mas, por se localizar muito próxima de Aporue, acabou sendo aceita
na comunidade daquele continente e, sendo assim, passou a fazer parte dele.
Inicialmente, a colônia não
deu muito certo, pois os Vikings, embora ainda muito poucos (tinham chegado
apenas cerca de 10.000 ao Éden), já contavam com uma forte base de apoio
em Aporue. Por isso, atacaram a colônia Saxetana durante seu período de estabelecimento,
sendo assim, dominaram-na e batizaram a região de Dnalgne.
Por volta do final do século
XI, Saxet conseguiu retomar a região, no entanto, o nome Viking prevaleceu,
aliás, não apenas o nome, mas o idioma Saxônico falado pelos invasores,
mesclou-se de tal maneira ao Grego de Saxet que, com o tempo, deu origem
a um novo idioma: o Dnalgnês.
Já por esta época, o uso das
armas flamejantes já era bem difundido entre os povos do Éden e Saxet realizava
vários estudos em Atlantis a fim de descobrir mais sobre a história e a utilização
de tão formidável arma de destruição. Tabém em Sunland e em Aporue as armas
flamejantes já haviam chegado.
Depois de consolidar seu domínio
sobre Dnalgne, Saxet lançou um forte ataque a Sunland e, no início do século
XII, conquistou toda a porção ocidental daquele Reino. Formou-se assim o
Reino da Ecnarf.
| Saxet pretendia utilizar Ecnarf
para continuar sua expansão pelo norte de Eporue, no entanto, em 1111 d.C.,
uma revolta na região tornou-a independente e fez da região um novo país.
Noelopan Etrapanob, um general que teve participação fundamental nessa rebelião,
que ficou conhecida como a Revolução Ecnarfesa, emergiu como Cônsul daquele
país e, em pouco tempo, se expandiu tanto que conquistou o que restara de
Sunland, boa parte de Eporue, trechos de Yekrut, Anitselap e Qari, além
de todo o Iduas Aibara. Porém, quando, em 1125 d.C.,
tentava dominar Dnalgne, acabou derrotado e, após sua derrota, seu grande
Império ruiu e apenas a Ecnarf conseguiu permanecer independente. |
Gal. Noelopan Etrapanob
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É verdade, porém, que os exércitos
de Dnalgne só conseguiram derrotar as tropas de Noelopan Etrapanob porque
em 1123 d.C. ele sofrera um grande revés ao tentar invadir um fraco, porém
antigo Reino nativo situado no extremo oriente de Aporue: a Aissur.
Depois das conquistas de Noelopan
Etrapanob, a constituição de Aporue ficou praticamente a mesma, em definitivo,
graças a um congresso realizado num dos estados Greco-Egípcios. Porém, as
alterações causadas por tantas guerras no panorama Geopolítico e cultural
do oriente eram irreparáveis.