ANO V

Julho - Setembro 2004
ISSN 1677-8944
Nº 21


Editorial


          Klepsidra sempre procurou diversificar a gama de temáticas e interpretações que apresenta ao seu público. Buscamos constantemente colaboradores de diferentes instituições e textos que apresentem inovações teórico-metodológicas, abrindo novos campos na História.

          Para esta edição, a primeira após o duro baque da perda de nosso amigo e colega Carlos, procuramos, mais do que nunca, localizar novas tendências e novas temáticas. O estudo de alguns marcos de nossa "História" - como Tomás Antônio Gonzaga e as fazendas escravistas - a partir de outros enfoques, o aprofundamento dos estudos do Brasil Colonial - suas religiões, tensões sociais e economia - e as diferentes possibilidades de estudar temas tão clássicos quanto o Império Romano, evidenciam a infinidade de possibilidades no estudo da História.

          Publicando esta edição de n° 21, procuramos apresentar a estudantes, professores e amantes da História, diversas formas de se ler e se pesquisar, esperando contribuir para a divulgação de algumas destas novas possibilidades de se trabalhar com a História.

          Agradecemos especialmente àqueles que contribuiram para a publicação de mais esta edição da revista. É uma honra publicar o Prof. Pedro Paulo Funari e as colegas Patricia Wooley e Maria Christina Moreira. O retorno de Ciça Winter é motivo de grande felicidade para esta revista, que aguardava impacientemente desde 2000.

          Por fim, não poderiamos deixar de agradecer a todos que se manifestaram e enviaram mensagens de apoio aos familiares do Carlos. Sua irreparável e absurda perda jamais será esquecida, no que depender de Klepsidra. Este que era um de seus refúgios e orgulhos, se orgulha de tê-lo como integrante e amigo.


Gabriel Passetti


 
  Reportagem de Capa
História do Brasil Colonial

 Partindo dos estudos de Carlo Guinzburg para entender a longa duração de costumes e mentalidades, Rodrigo Elias Caetano Gomes realiza um estudo "Sobre as concepções de poder político na época pombalina: um estudo de morfologia", no qual procura analisar a importância e as particularidades dos escritos de Tomás Antonio Gonzaga para a legitimação do Império Português no século XVIII.


  
História do Brasil Colonial

 "A Sociedade Colonial: uma reflexão sobre as moralidades e religiosidade popular na América Portuguesa (Séculos XVI-XVIII)", de Patrícia Domingos Wooley Cardoso, procura localizar nos estudos da vida cotidiana no Brasil Colonial evidencias da vida religiosa e de uma cultura popular que ultrapassava diferenças geográficas e econômicas, contribuindo para a compreensão de tais representações religiosas na contemporaneidade.





 

História do Brasil Colonial

 Os estudos sobre a sublevação escrava conhecida como "Levante dos Malês" geralmente procuram entender este movimento a partir da cultura muçulmana da maioria dos escravos sublevados. Maria Christina Moreira, que é muçulmana, escreveu "O Levante dos Malês: discussão dos conceitos religiosos" para procurar discutir eventuais problemas nos citados estudos em decorrência de interpretações imprecisas de costumes e escritos daquela religião.

  


Museologia e História do Brasil

  Em seu "Os usos do patrimônio: três fazendas cafeeiras paulistas do século XIX", Maria Cecilia Winter elabora um levantamento das principais teorias museológicas e um histórico dos movimentos de invenção dos patrimônios históricos e dos processos de tombamento, para discutir os usos dados a três fazendas do período imperial atualmente abertas à visitação pública e adaptadas ao chamado turismo histórico.

 


História Antiga

  Partindo da transcrição de documentos da ocupação romana na Bretanha, o Prof. Pedro Paulo Funari, da Unicamp, elabora o estudo "A vida militar romana a partir de alguns documentos epígrafos", sobre as relações pessoais entre os militares que executavam tal operação no século II d.C.




Resenha

  Olívia Pavani Naveira resenha "Na senzala, uma flor", livro do historiador Robert Slenes, da Unicamp, que é parte de sua tese que jamais fora publicada. O foco é nas relações familiares entre os escravos, e o autor procura desconstruir uma série de mitos a respeito da escravidão no Brasil.


 
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