ANO V

Outubro - Dezembro 2004
ISSN 1677-8944
Nº 22




  Klepsidra chega a seu 22° número, comemorando a entrada de mais uma integrante em seu Conselho Editorial: Larissa Kashina Rebello da Silva. Sangue novo e vida nova à revista, recebemos de braços abertos após longo tempo de espera. Esta edição também marca o começo de um lento processo de mudanças estruturais e visuais, que começou com a mudança em nossos servidores. Depois de cinco anos e um crescente número de visitantes, a revista teve que procurar um novo servidor que suportasse a quantidade de visitantes que recebemos. Por isso, alguns serviços do site estão gradativamente voltando a funcionar.

  Nesta edição, contamos com algumas contribuições interessantíssimas vindas da USP e da Unicamp. Da primeira, vem dois textos, ambos fundamentados em longas pesquisas. Um deles, resultado de investigações em arquivos de Minas Gerais e no Arquivo do Estado de São Paulo, é uma profunda análise das disputas econômico-tributárias que permeavam a sociedade mineira no século XVIII. O segundo artigo é inovador ao remotar estudos em história militar, atualizando-os às novas perspectivas da historiografia, entre elas a do estudo das relações com os povos indígenas. Primeiro fruto de pesquisa de mestrado, mostra a amplitude de temas e análises possíveis de se ter na História, mesmo sobre temas "batidos" como as "invasões holandesas".

  A comparação entre diferentes linhas historiográficas, fundamental para as análises que não pretendem se prender a apenas uma forma de entender o passado e o presente, é o ponto principal da análise que alunos da Unicamp propõem da obra de Gianfrancesco Guarnieri. Este profundo, porém claro, estudo de Teoria da História, pode ser uma boa fonte para os leitores interessados nos principais pontos de análise da Escola dos Annales e do marxismo, além de suas especificidades analíticas.

  Convidamos a todos para esta nova edição da revista e, como de costume, mantemos um canal aberto para sugestões, críticas e envio de textos.


Equipe de Klepsidra


 



 Gabriel Passetti, em A expansão econômica na região platina nos séculos XVIII e XIX, procura comparar a nova historiografia econômica com as análises marxista e liberal sobre a formação econômica da região do Rio da Prata. No artigo, são comparadas as visões sobre acesso à terra, ao mercado de trabalho e aos meios de produção, a escravidão e o chamado modo de vida gaucho.





  Regimentos, cobranças e Direito Régio nas Minas do Brasil (1710-1750)
apresenta, com farta documentação, as discussões entre os juristas do Império Português, os mineradores e os moradores da região das Minas Gerais, sobre as diferentes formas de tributação possíveis de serem aplicadas durante a expansão da mineração no século XVIII.





 José Augusto Moreira Júnior, em O terço de Antonio Filipe Camarão: sua cooptação e evolução militar durante a invasão holandesa, analisa as mudanças nas estratégias militares européias durante o final da Idade Média e início da Era Moderna para se aprofundar sobre os embates entre portugueses e holandeses pela ocupação territorial da região nordeste brasileira. O artigo aborda a questão da cooptação de alguns líderes indígenas, principalmente Antonio Filipe Camarão, a importância de sua participação nas Batalhas dos Guararapes e a contribuição indígena para as estratégias militares portuguesas do período, a chamada guerra brasílica.
  



 Getúlio e o povo - Prestes e o povo
, de Larissa Rebello da Silva, utiliza a Revolução de 1930 e as atuações políticas de Getúlio Vargas e Luis Carlos Prestes, para apresentar o instrumental teórico usado na análise da fotografia pelos historiadores. Ao efetivar a comparação entre os registros fotográficos produzidos por Getúlio e Prestes, a autora discute como ambos procuraram criar uma imagem de si e como entendiam seus adversários políticos.
 




  Em Usando o black-tie: despindo a obra de Gianfrancesco Guarnieri - o Cinema, o Marxismo e a Escola dos Annales, Jaqueline Lourenço, Rafael de Abreu e Souza e Simone Tiago Domingos, partem da peça e do filme Eles não usam black-tie para esmiuçar as diferentes interpretações que duas importantes linhas historiográficas podem dar a um mesmo documento.




visitas desde 22/04/2000


 
Compre livros a partir dos nossos links para a Livraria Cultura e ajude Klepsidra a permanecer no ar de graça.




Leia e Assine nosso

Livro de Visitas

Envie seu texto para ser publicado


Seja informado(a) assim que
uma nova edição estiver no ar. Grátis.
Insira seu e-mail
no campo abaixo:


Sistema de Busca Interna