ANO VI

Abril - Junho 2005
ISSN 1677-8944
Nº 24




        Klepsidra publica, em seu número 24, a segunda parte do longo estudo de Larissa K. R. Silva sobre a migração dos gaúchos para a Amazônia. Em diálogo com a pesquisa de Larissa, publicamos o ensaio de Éder Silveira sobre as construções identitárias em torno da figura do gaúcho na virada do século XIX para o século XX. Tema semelhante é abordado por Dulcilei da Conceição Lima, que procura trabalhar as músicas de Adoniran Barbosa, vendo e ouvindo suas angústias e interpretações sobre o boom populacional e urbano de São Paulo na primeira metade do século passado.
       Novos conceitos e novas metodologias marcam o segundo núcleo desta edição. Novos estudos e novas perspectivas sobre a história econômica, o uso da imprensa como fonte, a conceitualização do tempo pelos estudos historiográficos, a pós-modernidade, o estudo sobre os outros lados das fronteiras... Estas são algumas das marcas e das novas possibilidades na História e Klepsidra busca divulgar estas novas perspectivas ao seu público leitor.
        Desejamos uma boa leitura, sempre abertos às críticas, sugestões e contribuições.

Equipe de Klepsidra

 



 Dividido em três partes, A migração dos trabalhadores gaúchos para a Amazônia Legal (1970-1985), discute, em seu segundo módulo as políticas públicas elaboradas visando a ocupação das amplas zonas "despovoadas" do Centro-Oeste e da Amazônia, desde Getúlio até o regime militar. A partir do levantamento das principais idéias e propostas levantadas no período, Larissa Silva identifica os principais movimentos migratórios e os projetos para o Brasil por trás deles.





 A partir dos escritos de intelectuais do final do século XIX e início do século XX, como Silvio Romero, Nina Rodrigues e Euclides da Cunha, Éder Silveira procura identificar  O Rio Grande do Sul visto "de fora". Neste artigo, são discutidos os conceitos de raça e nacionalidade naquele período, a partir das visões construídas em torno dos gaúchos e suas especificidades diante do restante do Brasil.




  Adoniran Barbosa - a voz da cidade procura identificar como este importante cantor e compositor retratou em suas músicas as profundas transformações que São Paulo vivia na primeira metade do século XX.





  Alexandre Macchione Saes discute os diferentes projetos econômicos pensados para o Brasil nos quarenta anos entre o golpe de 1964 e o governo Lula. Partindo das propostas desenvolvimentistas do período de Juscelino Kubitscheck, o autor analisa as novas propostas levantadas pelos militares, seus projetos e conseqüências que levaram à Dependência brasileira: quarenta anos de restrição ao financiamento da economia nacional.

 




 As primeiras eleições presidenciais no Brasil após a ditadura militar foram marcadas por uma profusão de candidatos, alguns bastante conhecidos e outros ilustres desconhecidos. A polarização se deu em torno do ex-metalúrgico Lula e do praticamente desconhecido governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello. A partir das reportagens da revista Veja, Valter Pereira procura analisar A imprensa e Fernando Collor - a convergência entre o moderno e o arcaico (1987-1988).





 Como se dava a percepção do tempo na Idade Média? Havia uma divisão clara entre o "tempo do religioso" e o "tempo do mercador" como proposto pela historiografia? Quais intersecções podem ser identificadas entre as diferentes noções de tempo naquele período? A partir destas inquietações, Leandro Duarte Rust propõe a discussão Tempo e cultura clerical na Idade Média Central - um balanço historiográfico.





 A partir das rupturas com o marxismo e o estruturalismo até o pós-modernismo dos estudos sobre cultura e cotidiano, baseados na antropologia, na psicologia e na linguística, Leila Maria Massarão procura analisar, em Michel de Certeau e a pós-modernidade: ensaio sobre pós-modernidade, História e impacto acadêmico, as influências deste desempenhadas pelos estudos deste intelectual sobre as recentes pesquisas históricas.





 Gabriel Passetti resenha Historias de la frontera: el cautiverio en la América hispánica, do argentino Fernando Operé. Nesta obra, o autor procura desconstruir mitos e imagens tradicionais sobre as fronteiras nas Américas, identificando as zonas de contato entre povos invadidos e invasores. Segundo Operé, nestes locais existiram novas formas de se relacionar marcadas, inclusive, pela certeza do cativeiro pelo inimigo - fosse ele indígena ou branco. A partir dos relatos dos ex-cativos, discute-se a América Hispânica e a produção literária sobre fronteira e cativeiro.




visitas desde 22/04/2000


 
Compre livros a partir dos nossos links para a Livraria Cultura e ajude Klepsidra a permanecer no ar de graça.




Leia e Assine nosso

Livro de Visitas

Envie seu texto para ser publicado


Seja informado(a) assim que
uma nova edição estiver no ar. Grátis.
Insira seu e-mail
no campo abaixo:


Sistema de Busca Interna