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"Colorado y Rojo": dois diferentes tons do caudilhismo no Prata

Juliana Pires Tarta
Rafael Scavone
Bacharéis em História - FAPA


Dois tons de uma mesma cor compuseram o cenário caudilhesco que despontou na primeira metade do século XIX no Uruguai e na Argentina. De um lado, uma figura que atravessou fronteiras e serviu como símbolo de um federalismo igualitário, humano e patriótico que por pouco tempo viu seu objetivo concretizado. Do outro lado, o homem que organizou um dos maiores Estados da América Latina, de maneira precisa e unilateral, empreendeu um federalismo xenófobo, rotulado muitas vezes de ditadura, e permaneceu por 23 anos no poder. Embora, claramente distintos em sua trajetória, ambos representam a pedra fundamental de repúblicas platinas que até hoje exaltam suas imagens como “héroes de la república”. Comparativamente, pretendemos afrontar as propostas e construções políticas, sociais e ideológicas de José Gervásio Artigas no Uruguai e Juan Manuel de Rosas na Argentina, tendo sempre presente as possibilidades de analogias.

 

1 – O conceito

O termo “caudilho” e seu significado histórico suscita, há tempos, fortes discussões entre etimologistas, historiadores e cientistas políticos. A grosso modo, o significado literal da palavra nos remete a chefe de bando ou milícia. Mas esta simples adoção não responde as diversas aplicações do tema, principalmente na conturbada América Latina pós-independência até a consagração dos estados nacionais.

Geralmente, tende-se a analisar o fenômeno caudilhesco sob um olhar bastante crítico e nocivo, atribuindo ao caudilho uma imagem de constantes e sanguinários conflitos internos e externos, sempre em defesa de sua propriedade e dos interesses de sua classe: a oligarquia terratenente. Obviamente, não se pode negar estas atribuições presentes na maior parte dos caudilhos americanos, em especial os platinos. Contudo, devem ser feitas algumas ressalvas frente a esta rápida análise que nos permitirá compreender a abrangência e a importância destas figuras nas formações nacionais latino-americanas.


Após a consagração das nações platinas, vários teóricos expressaram seu ideário sobre o caudilhismo, em sua maioria figuravam apontamentos sobre liderança política e militar, juntamente com o apoio econômico proveniente dos grupos sociais a que pertenciam. As fortes aspirações partidárias e ideológicas também delineavam o caráter do caudilho, geralmente associado a uma expressão cisuda e violenta com alguns toques de cavalheirismo, demonstrando sua origem. Exemplo claro, nos é fornecido por Aurélio Pôrto: “Guerreiro, político, as suas ideologias refletem seus pensadores pessoais. A lei suprema é o fio da espada. E projeta-se na história cercado pelas marés crescentes de sangue.”.[1]


Não se pode negar a grande abrangência destas afirmações, que de algum modo atingem todos os caudilhos históricos. Porém, em uma análise mais precisa, se torna necessário delinear pontos fundamentais comuns desta formação social, visando balizar o objetivo deste artigo. Portanto, se torna essencial estabelecer um conceito de trabalho para o caudilhismo no Prata.


Obviamente, o principal ponto que possibilitou a ascensão e o tamanho sucesso dos caudilhos platinos foi o constante descontrole metropolitano espanhol sobre suas colônias, até o rompimento total em meados da década de 1810. O rápido despontar de fortes poderes locais não foi um fenômeno único do Prata, tendo ocorrido em massa em todo território libertado. As características específicas da região e das relações anteriormente estabelecidas é que vão modelar o estereótipo dominante local.


Fonte: SARASOLA, Carlos Martínez. Nuestros paisanos los indios, p. 136.


Fonte: Fundação Florencio Molina CamposNa região atingida pelo Rio da Prata o fator determinante é o gado, principal produto de exportação e consequentemente de riqueza[2]. Dentro das relações estreitas do trabalho no campo, se torna necessário outro ponto fundamental do caudilhismo platino: o cavalo. Tal elemento nos remete automaticamente a figura do Gaucho[3] como personagem essencial do poder caudilhesco, afirmando sua política na área rural e servindo como cerne de suas conquistas armadas.
 

Em um plano mais abrangente, a participação política direta ou indireta, é outro fator determinante do caudilho platino. O apoio popular também se torna fundamental, visto que na maioria das situações o caudilho assume o poder ilegalmente, geralmente por um golpe armado. Portanto, a coerção contra elementos contrários ao propósito do caudilho é um fator quase sempre presente. A plena e exacerbada utilização desta repressão deixou um rótulo maléfico à figura do caudilho platino, deixando de lado muitas vezes, o fundamental papel do caudilhismo para o futuro do Prata.


Na sua essência, cada caudilho representa um projeto, seja ele unitário, federalista, popular ou elitista. Segundo Ayarragaray: “O caudilho é a bandeira, o princípio, o programa e o fim do seu partido...”.[4]

 

2 – O contexto platino

As constantes crises européias, agravadas pelo sucesso inicial do empreendimento napolêonico, assinalaram as aspirações separatistas das colônias hispânicas na América. A coroa espanhola já demonstrava, desde fins do século XVIII, uma acentuada fraqueza administrativa, resultado direto de seu atraso na inserção do novo contexto europeu, marcado pela revolução industrial inglesa e pelas nascentes idéias liberais. Na tentativa de voltar a sua posição e principalmente pagar suas crescentes dívidas, a metrópole espanhola adotou um rigoroso controle colonial, reafirmando o monopólio comercial e aprovando a carga de pesados impostos.


Devido à precariedade industrial da metrópole hispânica e de seu inflexível incentivo comercial, as colônias já vinham comercializando há décadas com os rápidos mercadores ingleses. Cada vez mais, os espanhóis sentiam sua perda de controle nas transações, onde o contrabando já figurava como principal meio de negócios rápidos, lucrativos e seguros. A elite colonial se encontrava descontente com a atuação da metrópole, que empurrava para ela os pesados atributos fiscais que exigiam. Além do mais, um forte ressentimento revolucionário se espalhava pelas camadas populares, obviamente as mais atingidas pelos pesados encargos tributários da metrópole. Tais ressentimentos espalhavam um forte desejo de autonomia pelas colônias.[5]


Fonte: PINTO RODRIGUES, J., p. 30.

O estopim da separação eclode em 1808 com a conquista da Espanha por Napoleão, depondo a dinastia Bourbon e entregando o trono a José Bonaparte. Apesar da instauração da junta de Sevilha no intuito de manter o controle das colônias no território espanhol, os movimentos de independência eclodem por toda a parte, inspirados no sucesso da revolução norte-americana e principalmente nas fortes idéias liberais que já circulavam pela elite criolla americana.[6]


Apesar da restauração do trono espanhol em 1815 e do novo domínio sobre as colônias, os interesses metropolitanos não amenizam e o Bourbon Fernando VII, aplica o mais rígido controle e repressão sobre seus domínios, inclusive com a restauração da Inquisição. Mas o contexto americano havia mudado, os poucos anos de autonomia e lutas emancipatórias trouxeram novas aspirações e a experiência necessária para empreender a separação, além do mais, os ingleses já se mostravam extremamente interessados pelo rompimento e ofereciam grande ajuda, inclusive material.[7] Os anos que se seguiram a 1817, assistiram as diversas guerras e emancipações, despontando figuras emblemáticas como Simón Bolívar e San Martin, sinônimos das independências latino-americanas.


Na sociedade platina[8], o impacto da separação com a Espanha não foi menor que no resto das “ex-colônias”. Iniciava-se um período de reconstrução política caracterizada pela afirmação de poderes localistas como os caudilhos. No território do extinto vice-reinado do Prata[9], a cidade que mais se destacava era Buenos Aires, tanto pela sua opulência política, como pela sua importância comercial por possuir o principal porto da região. Além do mais, o caráter intelectual da cidade permitiu uma constante introdução de novos ideários europeus, principalmente a ilustração liberal.

Fonte: SARASOLA, Carlos Martínez. Nuestros paisanos los indios, p. 134.Não tardou para que as elites criollas[10] de Buenos Aires organizassem uma frente para garantir o controle político e econômico sobre as regiões adjacentes. Utilizando-se de tropas populares e particulares[11], organizam o Movimento de Maio, formando uma junta de governo na cidade, presidida por criollos terratenentes. Apesar do radicalismo e das constantes divergências internas, o principal objetivo deste movimento era a criação de uma “confederação de repúblicas independentes” com sede administrativa em Buenos Aires. Este interesse aglutinador na cidade “porteña” será perseguido pela maioria dos governantes argentinos do século XIX, inclusive os que se julgavam federalistas, como Rosas.

Em contrapartida, a cidade de Montevidéu se apresentava como a principal opositora dos interesses buenairenses, em parte por ainda ser comandada por um representante da coroa espanhola: Xavier Elio; e pelo apoio a ele concedido pelas elites criollas uruguaias, principais concorrentes comerciais de Buenos Aires.[12] Mas, não tarda a despontar o movimento de independência uruguaio comandado por Artigas. Nos anos que se seguem, acirram-se as disputas na Argentina entre unitários e federalistas e o processo de formação do Uruguai está presente dentro deste contexto.

 

3 – Artigas: “El protector de los pueblos libres”

Fonte:  BETHELL, Leslie. História da América Latina, vol. II, p. 426.Invariavelmente, todos os processos que resultarão na independência uruguaia e na consolidação da República Oriental del Uruguay estão, de alguma maneira ligados as duas coroas ibéricas: Portugal e Espanha. Geograficamente, o Uruguai está localizado no extremo sul do limite português, até as margens do Rio da Prata. Tal posicionamento criou uma relação muito próxima entre portugueses e orientais,[13] muitas vezes belicosa. Fato que ilustra esta proximidade foi a fundação da Colônia de Sacramento pelos portugueses em 1680, interessados na excelente posição estratégica e comercial do Rio da Prata.


Como no contexto de Buenos Aires, Montevidéu se constituía no maior foco populacional, político e econômico do território uruguaio, ficando as demais regiões pouco povoadas e tomadas por grandes pastagens destinadas ao gado. Portanto, pouco alarde causou o surgimento da Junta de Buenos Aires no interior do território oriental, se não fosse a mobilização dos grandes proprietários a Montevidéu, no intuito de garantir o até então seguro governo de Xavier Elio e a adesão de José Gervásio Artigas a nascente Junta.[14]


Juan Manuel de Blanes, 1884. Fonte: Wikipedia.Filho de um proprietário mediano de terras e importante Alcalde Provincial[15], desde sua infância Artigas foi criado no campo, em meio a todas formações sociais que dele provinham, em especial o Gaucho.[16] Não tardou, na sua maioridade, a se incorporar a um corpo miliciano, primeiramente como instrutor - devido a sua habilidade com montaria - e posteriormente como Capitão do Regimento de Blendengues. Logo se tornou famoso entre o “populacho” do interior do Uruguai, onde atuava com sua milícia, principalmente quando aderiu a Junta de Buenos Aires. Rapidamente reuniu uma grande força de simpatizantes, em sua maioria Gauchos e humildes, e tratou de anular as forças de Xavier Elio e seus aliados.


A “milícia popular” comandada por Artigas se apodera de todo território Oriental e levanta sítio às portas de Montevidéu. Temeroso, Elios implora ajuda ao governo português, que associando suas ambições a Rainha Carlota Joaquina envia um grande exército comandado por Dom Diogo de Souza.[17]


Enquanto isto, a situação se tornava tensa em Buenos Aires e arredores, com as pressões de caudilhos que não aderiram a Junta, assim, é firmada a paz com Elios. Artigas, indiferente e traído pela decisão da junta, rompe sua submissão a Buenos Aires e se desloca para sua província: Entre Rios. Nesta fuga, aparentemente desamparada, é que ganhará respaldo a tamanha aceitação de Artigas, que é seguido por uma multidão de aproximadamente15 mil uruguaios.

“¿A dónde van? ¿Por qué se mueven? El levantamiento de la campaña contra el poder español es una ‘rebelión de instintos’. Nada sabe el gaucho de régimen de gobierno, ni de Leyes de Indias, ni de derechos políticos, ni de libertad económica, ni de autonomía nacional; solo sabe de una cosa: que odia al godo.”[18]


Nesta passagem, Felde exprime o termo godo, que os gauchos tanto odeiam, como a dominação orgulhosa, a autoridade arbitrária e o despojo da liberdade e da terra.[19] Exatamente o ponto de convergência entre o ideário de Artigas e o desejo popular do povo rural do Uruguai. Tal resistência a acordos “rentosos” e a desenfreada busca de seu ideal, que já assumia tons nacionalistas, rendeu a Artigas um fiel contingente de seguidores, tanto no Uruguai como nos arredores. Produto disto, despontará em um novo segmento político no Prata: os artiguistas.


Fonte: SARASOLA, Carlos Martínez. Nuestros paisanos los indios, p. 173.Surge aí um ponto de comparação entre Artigas e Rosas, os dois agregavam a si um bando de seguidores mas, enquanto os rosistas eram pressionados ou subornados pela sua posição política, os artiguistas seguiam um ideal indepedentista, libertador e justo. Certamente, devemos considerar o fator tempo e contextual em que se enquadram os dois caudilhos, Artigas na independência e Rosas na consolidação do estado nacional. Outro ponto a ser considerado é o curtissímo tempo em que os artiguistas governaram conforme o seu ideal, pois, após os últimos combates, a posse de Montevidéu e o governo de Artigas não se passaram mais de seis anos, o que comparado ao governo rosista de 23 anos, é ínfimo.


Artigas aspirava profundas reformas sociais e embora fosse um proprietário razoável não pensava como tal, utilizando toda a sua força e recursos em prol do seu ideal. Quando a nova e avassaladora reconquista de Montevidéu pelos portugueses em 1817, estancam temporariamente os planos de Artigas que assistirá a criação da República Uruguaia e o triunfo da bandana colorada[20] em seu exílio no Paraguai. Rosas, ao contrário, adota um perfil muito mais político do que ideário, assimilando bem o seu entorno e as possibilidades que este lhe permite.

 

3 – Rosas: “El dictador”

As tensões, já exaladas na formação da Junta de Buenos Aires, se tornaram crescentes com o decorrer da década de 1810, uma violenta guerra civil impulsionada por vários caudilhos assolava todo o território argentino ocupado. Duas grandes vertentes políticas chocavam forças: os unitários - defensores de um poder central comandado por Buenos Aires - e os federalistas – pleiteando a divisão política em províncias autônomas, desassociadas do controle “porteño”.[21] Rosas surge neste contexto como um potencial apaziguador de ambos os lados.


Fonte: http://www.histarmar.com.ar/

Oriundo da classe oligárquica de Buenos Aires, o federalista Juan Manuel Rosas talvez seja o caudilho mais lembrado na historiografia platina, principalmente em razão da sua política rígida, unilateral e autoritária, que lhe deveu o título de primeiro ditador argentino. Aproveitando o desgaste do governo unitário incitou fortes críticas, angariando grande apoio popular, principalmente entre os caudilhos do interior. Em menos de um ano, Rosas já possuía um respaldo político inegável que obrigou a oposição unitária a estabelecer um acordo e convocar as eleições. Rosas, eleito, “transformou-se no mais poderoso caudilho de sua época.”[22]


Fonte: http://www.myntkabinettet.se/pressm/hub/guldmynNão resta dúvida da fantástica figura de Rosas, que ao contrário da efígie libertadora de Artigas, recebe méritos pela seu engenhoso e bem sucedido “dom político”. Sabe-se que Rosas já era bastante conhecido por toda a Argentina em razão de seu sucesso como grande proprietário influente nos meios econômicos, bastou aliar esta figura com uma política sagaz e estava construída a imagem do grande dirigente. Como se não bastasse o forte apoio popular, Rosas trouxe para as sua “fileiras” a maioria dos gauchos antes submetidos a outros caudilhos. Mesmo não sendo um “homem do campo”, Rosas dissimulava muito bem a sua figura e empreendia atitudes fortes e decisivas que garantiam o apoio e confiança dos gauchos. Esta popular anedota argentina, expressa claramente as atitudes do caudilho:

“[...] un dia vio en el horizonte un remolino del polvo que achacó inmediatamente a alguien que estaba tratando de robarle su ganado. Saltó sobre su caballo y galopó trás des ladrón hasta que consiguió atraparlo. Después ordenó que se le diesen cien latigazos. Una vez suministrado el castigo, invitó al hombre a comer com él, en su mesa, y le ofreció el puesto de capataz en su rancho. El asombrado gaucho aceptó inmediatamente y huelga decire que a partir de entonces se convirtió en un fanático seguidor de Rosas.”[23]


Os gauchos se tornaram um dos grupos que mais apoiava o governo rosista, assumindo a posição de “braço direito” de Rosas. Tendo o grupo mais belicoso sob seu controle, Rosas reafirmou a soberania do partido rojo – federalista - e passou a perseguir os seus opositores políticos de forma cruel e precisa, através dos cuchillos del Mazorca. Ao mesmo tempo, empreendia uma política direcionada aos proprietários e comerciantes de Buenos Aires, o que também atendia ao seu patrimônio pessoal. Neste intuito, promove a chamada “Expedição ao Deserto” que tinha por objetivo a ocupação dos territórios ao sul ocupados pelos índios pampeanos. De forma prática e violenta, em quatro anos aumentou o território argentino em 1/3 a mais. Todo este território foi cedido aos grandes criadores de gado, obviamente ele estava incluso.

De fato, Rosas era odiado por caudilhos que não estavam ao seu redor, principalmente os do interior ao norte. Deste grupo, despontará Urquiza, que em 1853 derrubará Rosas com a ajuda do Uruguai e do Brasil, marcando uma nova fase da história Argentina.


Mas devemos nos ater também para as contribuições de Rosas ao Estado argentino. Toda a organização burocrática e fiscal, embora “porteña”, dotaram a Argentina de um grande fôlego que possibilitou um desenvolvimento produtivo e até industrial voltado para a exportação, como no caso da lã.[25] Além do mais, o sentido de nacionalidade implantado através de um xenofobismo e de uma arrogância perante outros Estados. Assim como Artigas detém um papel fundamental na construção simbólica nacional uruguaia, Rosas figura como o símbolo da consolidação argentina, mesmo que voltada para fins particulares, afinal o povo ainda não tinha a expressão democrática.

 

4 – Considerações finais

É claro que Rosas e Artigas foram sujeitos completamente distintos, tanto do ponto de vista pessoal quanto público. Entretanto, a proposta de trabalho aqui apresentada, procurou abstrair sobre suas ações políticas, contextualizando-as no período da independência à formação dos Estados Nacionais do Prata.


Assim, confrontando as idéias e as práticas do colorado e do rojo, torna-se possível agregar ambos na concepção teórico-política do caudilhismo. Mesmo que muitas vezes distintos, apresentam aspectos comuns fundamentais na formação destes Estados platinos. Artigas representando o “mito fundador” do Uruguai e Rosas a “nacionalização” argentina.

 

Referências Bibliográficas

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História ilustrada do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: JA Editores, 1998.

LOPEZ, Luiz Roberto. Independência: possibilidades e limites. In: História da América Latina. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1989.

LYNCH, John. As origens da independência da América Latina. In: BETHEL, Leslie (org.) História da América Latina: da independência até 1870. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, Brasília, Fundação Alexandre de Gusmão, volume 3, 2001, pp.19-72.

POMER, Leon. As independências na América Latina. São Paulo: Editora Brasiliense, 1990, 10ª Ed.

REICHEL, Heloisa Jochims. Conflitos étnicos e imaginação social no cenário político argentino durante o governo de Juan Manuel de Rosas. In: História Unisinos/Centro de Ciências Humanas. São Leopoldo: Unisinos, 2002, pp.135-158.

SCHEIDT, Eduardo. A crítica de “geração de 1837” às experiências republicanas rio-platenses. In: História Unisinos/Centro de Ciências Humanas. São Leopoldo: Unisinos, 2002, pp.175-188.

WASSERMAN, Cláudia e GUAZZELLI, Cesar Barcellos. O processo de independência da América Latina. In: História da América Latina: do descobrimento ao ano 1900. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1996.



 

[1] PÔRTO, Aurélio in FERREIRA FILHO, Arthur, 1986:15.

[2] BOBBIO, Norberto e MATTEUCCI, Nicola, 1988:233.

[3] Denominação aqui utilizada para designar contrabandistas, arreadores e trabalhadores da pecuária. Tal formação social, típica do Prata, compreendia um grande contingente populacional extremamente utilizado nos conflitos e para fins políticos.

[4] AYARRAGARAY, Lucas in FERREIRA FILHO, Arthur, 1986:15.

[5] LYNCH, 2001:30.

[6] REICHEL,1998:52

[7] LOPEZ, 1989:75.

[8] Segundo BUSHNELL, 2001:119; a rede de unidade social em torno do Rio da Prata.

[9] Uma das subdivisões das colônias espanholas.

[10] Formação social de brancos nascidos na América, em geral descendentes direto de europeus colonizadores.

[11] GUAZZELLI, 2001:154.

[12] GUAZZELLI, 2001:160.

[13] Oriundos da Uruguai.

[14] FREITAS, 1945:196.

[15] Espécie de chefe de polícia, responsável pela segurança e controle das regiões fronteiriças com o território português.

[16] ARAÚJO, 1991:14.

[17] HISTÓRIA ILUSTRADA DO RGS, 1998:99.

[18] FELDE, 1919:52.

[19] FELDE, 1919:52.

[20] Símbolo dos primeiros seguidores de Artigas, posteriormente perde seu sentido original quando é associada aos simpatizantes do unitarismo.

[21] BEIRED, 1994:29.

[22] BEIRED, 1994:34.

[23] BUSHNELL e MACAULAY,1989:135.

A Mazorca era o difamado grupo de gauchos que “faziam justiça” sob o mando de Rosas, seu principal método era a degola com o cuchillo/faca.

[25] BEIRED, 1994: 37.





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