Erudição, a chave da Dominação

Danilo José Figueiredo
Terceiro Ano - História/USP
danilo@klepsidra.net
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Introdução:

Até o presente momento, escrevi quatro textos para Klepsidra, todos relacionados com alguma importante civilização de nosso passado. Acredito que textos assim sejam importantes, pois devido ao sentimento de nacionalismo que nos é incutido desde os primeiros anos da infância, muitos de nós (diria até que a imensa maioria) se interessam e acabam por trabalhar com a História do Brasil ou mesmo com suas implicações na História do mundo Moderno e Contemporâneo. Devido a isso, as Histórias Antiga, Medieval, Oriental e de povos desconhecidos (tais como a África pré-moderna e a América pré-colombiana) se tornam meio que "deixadas de lado".

É claro que minha predileção por esse tipo de História nada tem a ver com o fato de eles serem deixados de lado, pois, nesse caso, eu faria algo como uma "História Caridosa". Gosto de tais Histórias porque, para mim, representam o que havia de mais simples, puro e brilhante no contexto do mundo humano. Após a descoberta da pólvora e da destruição em massa que ela foi capaz de operar, as guerras mais e mais se tornaram movimentos de reiteração do poder do mais forte. Com o surgimento da bomba atômica, então, toda a esperança que um país ou região pobre e dominado poderia ter de escapar da dominação caiu por terra. Hoje, a dominação é exercida por diversas outras facetas, sendo a militar uma das menos importantes.

O objetivo de meu texto é explicar, segundo meus próprios argumentos e baseados apenas em algumas citações de autores, mas não em obra alguma, como funciona um dos métodos mais mesquinhos e sórdidos de dominação: a dominação através da omissão do saber.
 

1 – A Dominação Antiga e Medieval:

Desde que as primeiras sociedades começaram a se formar com a sedentarização do homem, este busca a dominação. Dominar é o maior objetivo das sociedades, tanto externa, quanto internamente.

Do ponto de vista externo, uma sociedade sempre buscou conquistar a outra. O porquê da conquista pode variar, mas sempre existe um porque que vai desde o fato de as terras estrangeiras serem mais produtivas, ou terem saída para o mar, até a simples alegação de autodefesa, ou seja, a necessidade de anexação do inimigo como única forma de impedir este ataque no futuro.

Não importava qual era o ideal que estava por trás do objetivo, mas a tática era sempre a mesma: montar um grande e bem armado exército que, controlado por um general estrategista, varreria os exércitos inimigos dos campos de batalha e abriria caminho para a conquista objetivada.

Depois que a conquista se dava, a região conquistada precisava ser dominada de uma forma a ser coagida a não se separar, desta maneira, a ela era imposta uma série de normas que, por mais que diferissem, se assemelhavam muito às impostas ao próprio núcleo antigo (anterior à anexação da nova região) da região dominadora. Entre essas normas se encontravam a obrigatoriedade a uma certa religião, a impostos, e a sujeição inconteste ao governante da região dominadora, além de, algumas vezes, ao idioma dominante. Com o tempo, os habitantes da região dominada iam se considerando, cada vez mais, não mais como dominados, mas sim como súditos voluntários, cidadãos mesmo. Chegavam ao ponto de ajudar seus antigos dominadores a expandirem seus domínios a uma outra região.

Essa lógica simples moldada na religião, impostos, língua e sujeição a um governante, foi a formadora e mesmo a sustentadora de boa parte, senão de todos os Impérios Antigos e Medievais (onde entram os povos do extremo oriente, da Ásia e da América pré-colombiana).
 
 
Nicolau Maquiavel
2 – Maquiavel, o expoente máximo da dominação militar:

Maquiavel é considerado um dos maiores pensadores políticos de todos os tempos. Sua obra mais importante é o imortal O Príncipe, onde ele coloca sua visão de conquista e dominação de novas regiões. Na realidade, a obra é um manual, direcionado a um Rei específico (mas que poderia ser utilizado por qualquer Rei ou governante contemporâneo do autor), que ensina como expandir uma nação e, sobretudo, como manter seu tamanho fazendo-se amar pelo povo e respeitar pelos políticos.

Com toda certeza, Maquiavel ainda é muito útil aos políticos de hoje no que diz respeito aos seus conselhos políticos. Conselhos esses que geraram a simplificação da obra na seguinte frase: "os fins justificam os meios".

Na verdade, em nenhum momento do livro o autor realmente escreve tal frase, mas ela pode ser uma compreensão natural de tudo o que ele tenta explicar citando passagens diversas da História (em especial da História da Itália). Hoje, o termo maquiavélico (que pensa como Maquiavel) é considerado extremamente pejorativo, pois remete-se a alguém que não mede esforços para realizar algo que julga ser bom, mesmo que esses esforços incluam crimes.

Porém, se pelo lado político Maquiavel continua atual, no campo militar, talvez o mais abordado da obra, ele já está há muito ultrapassado. O autor propõe a formação de grandes exércitos, o cerco às cidades, as batalhas em campo aberto, táticas para enfraquecer o inimigo e, principalmente, uma forma de construir um Império grande e duradouro, coisas que hoje já não são mais possíveis, pelo menos não de uma forma militar.

Nos tempos de Maquiavel, apesar de as armas de fogo já existirem, eram muito pouco utilizadas e um Castelo cheio de guerreiros, no alto de uma montanha, ainda garantia seguramente o domínio de uma região. Além disso, não havia aviões bombardeiros, nem sequer mísseis ou mesmo a bomba atômica, coisas que mudariam muito os sistemas imperialistas.
 
 
 
 

Nicolau Maquiavel, O Príncipe

3 – A Dominação Moderna e a transição:

Pode-se dizer que em tudo a Idade Moderna foi apenas um período de transição entre a Idade Média e a Contemporânea, pois nela, não só a política se transformou, mas também as táticas de guerra, a organização social e os objetivos imperialistas.

Todos, quando estudamos Idade Moderna na escola, sempre ligamos a expressão à palavra Nacionalismo, pois bem, essa foi a grande revolução ocorrida na estrutura das sociedades entre os séculos XV e XIX.

Com o fim das Cruzadas, a conquista de vastos territórios outrora desconhecidos (América) e a (como disse Marx) acumulação primitiva de capitais, os países começaram a se formar. Os feudos foram sendo sobrepujados pela coroa central e o povo não mais venerava seus senhores regionais, mas sim seus grandes Reis nacionais. Estes traziam consigo o ideal da conquista da glória, a glória do povo, a glória do país, não mais apenas uma glória no céu, como na Idade Média.


As Cruzadas



Cortez
 
 


Pizarro

Não houve outra época em que os ideais maquiavélicos fossem postos tão em prática, quanto na Idade Moderna. A sujeição de Impérios, com características Antigas, como o Tawantinsuyu (dos Incas) e o México (dos Astecas) colocou em evidência a política maquiavélica aperfeiçoada por Cortez e Pizarro.

Porém, no final da Idade Moderna, o Nacionalismo que a criara, também a destruiu, pois na Europa os Reis foram depostos ou perderam os poderes em detrimento de um Parlamento, enquanto que na América, o nascente Nacionalismo resultou nas independências coloniais.

A História considera que a Idade Moderna termina em 1789 com a Revolução Francesa. Porém, a História fixa muitas datas como se fossem marcos, além de tomar por base modelos e fazer deles espelhos para o mundo. A França, desde meados da Idade Média, vem sendo um modelo para o que vai acontecer com o mundo ocidental e até oriental, guardadas as devidas proporções. Primeiro o Feudalismo que se disseminou por toda a Europa e mesmo no Japão, região sem contato com a Cristandade, chegou a existir, pelo menos de uma forma parecida, depois foi a centralização monárquica que se fez ocorrer quase simultaneamente na França, na Espanha, na Inglaterra e, um pouco antes, em Portugal.

Porém, se observarmos a História Alemã ou a Italiana, veremos que suas centralizações monárquicas só ocorreram em meados do século XIX Dessa forma, a corrida pelas colônias da África e Ásia (o Neocolonialismo), da qual estas tomaram parte, foi um fenômeno Moderno e não Contemporâneo, apesar de ser posterior à Revolução Francesa.

A Primeira Guerra Mundial, de fato, começou a destruir os resquícios das lutas hegemônicas Antigas e Medievais, que se estenderam, de forma diferente, à Idade Moderna.


4 – Hiroshima e Nagasaki, o marco final da dominação Moderna

Disse, no item anterior, que a Primeira Guerra começou a destruir os resquícios da Idade Moderna. Isso mesmo, pois, segundo minhas concepções, o marco final da Modernidade e inicial da Contemporaneidade foram as bombas atômicas lançadas no final da Segunda Guerra Mundial, ou seja, em agosto de 1945, 156 anos depois da Revolução Francesa. Acredito que este seja o marco ideal, pois ele é de proporções mundiais. Talvez o primeiro marco de proporções mundiais, pois desde o Japão (que sofreu diretamente com as bombas) até o Brasil, passando por toda a Ásia e Europa, tiveram suas políticas alteradas. Foi o fim definitivo de líderes como Hitler e Mussolini, que almejavam um tipo de expansão maquiavélica, e a consolidação definitiva de dois blocos de poder: de um lado os EUA de Franklin Delano Roosevelt, do outro a URSS de Joseph Stalin.


Mussolini e Hitler
Ambos os blocos dividiram o mundo e tentaram impor a sua parte a economia que julgavam melhor. Os Soviéticos impuseram ao seu bloco o socialismo e a economia planificada, enquanto que os EUA impuseram ao seu bloco o capitalismo e a economia de mercado.

Quase cinqüenta anos de tensões foram necessários para que o bloco Americano provasse que seu sistema funcionava melhor e para que o bloco Soviético desmoronasse deixando apenas alguns pequenos vestígios de sua grandeza.

É interessante que, desde as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, nós não tivemos nenhum outro conflito de proporções mundiais. Isso porque elas provaram ao mundo que existiam potências com capacidades para destruí-lo, sendo assim, uma guerra verdadeira seria uma grande besteira, e apenas a última de todas as saídas.

Intervenções como as realizadas na Coréia, no Vietnã, no Iraque e na Iugoslávia são apenas pequenas demonstrações de que o poder militar americano é de fato imbatível. Mas a estratégia de dominação do mundo, empreendida por eles, é muito mais complexa do que apenas a construção de Castelos com guerreiros no topo de colinas, pois ela compreende o marketing, a música, a comida, o cinema, a televisão, os livros (romances ou não), os jornais e revistas, as rádios, as bebidas, os vícios e até mesmo a língua.


Josef Stalin

Franklin Delano Roosevelt

5 – Breve relato das formas de dominação Contemporâneas:

Hoje não se fazem mais necessárias colônias militares como as construídas pelos Romanos nas regiões distantes que eles dominavam. Também não é necessária uma punição militar por uma desobediência, não é necessária nem sequer a dominação explícita da região para que se constitua um Império e é isso que cria a lógica demoníaca dos Impérios atuais (no caso os EUA).
 
A Guerra do Vietnã
Os EUA possuem instituições que, sob seu controle, governam o mundo para eles, não se trata de nenhuma instituição religiosa como foi a Igreja Católica do final do Império Romano, mas sim de instituições dos mais variados tipos, mesmo instituições não governamentais: empresas privadas com sede nos EUA, que trabalham para levar ao mundo as mais variadas formas de dominação.

Citemos alguns exemplos:

O FMI (Fundo Monetário Internacional), é uma organização que visa regular as finanças do mundo, emprestando dinheiro, sugerindo cortes de gastos, aumento de produção e até mesmo organizando boicotes aos países que não cumprem suas regras, esta é uma evidente mostra da dominação financeira que os EUA exercem sobre o mundo, pois o FMI é controlado por eles.

A ONU (Organização das Nações Unidas) seu ideal apesar de bonito, foi corrompido, hoje não passa de um grande instrumento de dominação americano sobre o mundo, tendo a filiação da maior parte dos países do planeta, ela é uma espécie de Império fictício, que pode intervir na política e nas ações de todo o mundo, além de ter poder de intervir militarmente em qualquer lugar do mundo. É curioso notar que, sempre em qualquer ação da ONU, fica bem claro que a causa é defendida pelos EUA.

A OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte), inicialmente uma organização militar que visava proteger os países capitalistas desenvolvidos contra uma possível investida dos países socialistas, hoje ela é tão somente um instrumento totalmente americano que serve para mostrar à ONU e a qualquer outra instituição que não seja dominada por direito pelos EUA, que são eles que possuem as rédeas da situação, basta notar que quando a ONU foi contra uma intervenção na Iugoslávia, os EUA realizaram a intervenção por intermédio da OTAN.

Os Direitos Humanos e a Anistia Internacional são entidades que se disfarçam atrás de seu caráter humanitário para conferir aos EUA a oportunidade de fiscalizar o comportamento sócio-cultural e ético do mundo.

Além de tais organizações, os EUA também têm outras empresas que são responsáveis pelo domínio que eles exercem sobre o planeta. São empresas como o MacDonald’s, a Pizza Hut, a Nike, a Microsoft, a IBM, a Coca-Cola, a Disney e inúmeras outras.

Não podemos deixar de ressaltar a importância de gravadoras de músicas e dos estúdios de Hollywood.

As grifes de roupas, os calçados, os carros, a comida, o cinema, a música, tudo... Nos faz querer ser americanos, ou pelo menos deveria querer fazer. Só escapa a essa dominação, a dominação involuntária, aquele que possui discernimento para tanto, mas para possui-lo, é preciso ter como. Mas como, se as fontes que nos possibilitariam tal discernimento não estão acessíveis à grande maioria da população?
 

6 – O pecado da omissão:

Todo o restante de meu trabalho pode ser considerado uma mera introdução a essa que é a parte principal dele, a discussão sobre a posse do saber.

Começo esta parte com uma citação que julguei apropriada: "para que o dominado deixe de ser dominado, ele precisa dominar aquilo que o dominante domina [o saber]" ().

A citação acima pode parecer estranha à maioria, mas não é, eu explicarei. Antes disso, porém, tenho o pesar de informar que faço parte de uma restritíssima minoria do país, 0,025% da população, que estudam na USP, somado com todos aqueles que estudam em boas universidades do país e com aqueles pouquíssimos que lêem textos complexos por diversão, nós formamos nem sequer 2,5% da população brasileira.

Vejam, 2,5%, isso é quase nada, e é essa a porcentagem da população que tem acesso àquilo que se chama de cultura. Não estou aqui dizendo que saber ler, escrever e entender o básico de física, química e outras ciências não seja um tipo de cultura, longe de mim. É certo, porém, que esta não é a verdadeira cultura, pois não passa de massificação. O estudante aprende rigorosamente aquilo que lhe é ensinado por seu professor, nada além daquilo.

Mas há algo além daquilo? Pensei que na faculdade de matemática eu só fosse aprender alguns tipos de contas, que não conhecia, como integral, além disso, eu apenas aprimoraria ao extremo as técnicas de como fazer contas rápidamente. Ou então, numa faculdade de História, eu entraria em contato com alguns pormenores da História que foram deixados de lado no colegial, além de aprender sobre civilizações desconhecidas como as que um tal de Danilo escreve na Klepsidra.

Se você pensou no que leu no parágrafo anterior, pode ter certeza de que vai começar a entender o que estou falando.

Existe, pelo menos deve existir algum tipo de movimento do governo (não só dos EUA, que nos dois últimos itens foram tratados como uma espécie de vilões do texto) para afastar a cultura do povo, pois como se sabe, quanto menos pensa o povo, menos ele questiona, quanto menos ele questiona, mais ele obedece, quanto mais ele obedece, mais facilmente é dominado.

O Brasil é um país rico, muito populoso e que, ainda assim, concentra uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Todos os anos, nós formamos dezenas, senão centenas de pensadores que se encarregam, ou pelo menos deveriam se encarregar em passar adiante não só o conhecimento, mas a coisa mais importante que se pode ensinar a alguém: o senso crítico sobre algo.

É verdade que em nossas vidas, sempre fomos "treinados" para aceitarmos muitas coisas e, ainda assim, pensarmos que temos senso crítico. Outros ainda nem pensam a esse respeito, pois nunca pararam para se perguntar o que é senso crítico.

Senso crítico é a base da História (que em grego quer dizer enquete, ou seja, pergunta). Sempre pergunte, pergunte a si mesmo se aquilo que você tem a seu dispor é realmente bom, se é o melhor, se é a verdade, nunca aceite nada, nem mesmo o que você está lendo agora, sem questionar. Questionar é pensar. Em física, se você decora uma fórmula para passar no Vestibular, pode até não esquecer nunca mais, mas com certeza jamais saberá de onde, ou porque ela surgiu, por isso, pergunte, pergunte a alguém e, sobretudo, a si mesmo.

Mas voltando, visto que me perdi um pouco em minhas digressões, o conhecimento acadêmico, dito também erudito, é extremamente requintado, elaborado com as palavras mais difíceis que se puder e, no meio universitário, chega-se a comentar que os autores só ficam realmente satisfeitos com suas obras quando elas se tornam tão pesadas, tão difíceis, que só mesmo eles conseguem compreendê-las.

Acredito que alguém que escreva uma obra assim, e posso citar inúmeros autores os quais já tive a oportunidade de ler (e compreender apenas parte, devido à complexidade da escrita), perdeu sua principal função como intelectual, ou seja, transmitir seu conhecimento, pois um conhecimento guardado no interior de um indivíduo é totalmente inútil.

Marilena Chauí, Peter Brown, Florestan Fernandes, Michel Foucault, dentre outros, formam uma elite internacional de intelectuais extremamente eruditos, mas que têm uma gama de leitores extremamente menor do que poderiam ter se não sentissem a necessidade (ao menos na maioria de suas obras) de escrever numa linguagem além da compreensão do cidadão comum.

O cidadão comum gosta de textos objetivos, curtos (no máximo 100 páginas) e de fácil compreensão. Se a cultura fosse produzida dessa forma, com certeza mais pessoas teriam senso crítico e aquele número de 2,5%, seria elevado a pelo menos 25%, sendo então o povo capaz de votar melhor, pensar melhor e se equivocar menos.

Com uma população tão bem esclarecida, a porcentagem de esclarecimento cresceria cada vez mais até chegar perto dos níveis ideais, cerca de 90%, 95% da população (excetuando-se aqui as crianças, é claro).

O objetivo deste texto é pedir a quem se dispuser a lê-lo, que faça uma reflexão: será mesmo que estudar é chato? Não poderia ser legal? O mundo não seria melhor se a cultura estivesse ao acesso de todos que a desejassem?

Por isso, se você for um universitário e amanhã se tornar tão culto quanto uma Marilena Chauí, por favor, não tenha uma escrita elitista como a dela (escrita que até mesmo os professores de faculdade julgam densa, penosa para o leitor), quando forem escrever seus livros, mirem-se no exemplo de um Maurício de Souza ou, por que não, de um filme americano qualquer, que consegue passar sua mensagem de uma forma que seja atrativa, compreensiva e ao alcance de todos.
Karl Marx
Se, do contrário, você ainda não for um universitário, mas apenas um interessado, ou mesmo um aluno de colegial ou cursinho que está prestes a entrar numa faculdade, que este texto não lhe tenha desanimado, mas apenas alertado para o que você irá encontrar lá.

Por fim, isso serve para qualquer um: nunca se esqueça de questionar ninguém, nem nada que ler e sempre que não entender algo que leu, leia de novo e, se mesmo assim continuar sem entender, tenha certeza de que aquele texto é a realização de alguém que o escreveu e está naquele momento se sentindo o maior erudito do mundo, só porque boa parte das pessoas que o lêem não o compreendem.

Questione tudo Deus, Marx, a Globo, seus pais, este texto, a si mesmo... Essa é a mensagem da História, essa é a mensagem de sua vida.