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11 de Setembro: World Trade Center e Pentágono já são História Carlos Ignacio Pinto
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| É impressionante como a demora em escrever este texto resultou na possibilidade de poder tentar dimensionar o fato ocorrido hoje, 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América. O simples adiantamento deste texto teria resultado na perda de um dos maiores feitos terroristas dos nossos tempos. Pessoas
morrem todos os dias vítimas de atentados terroristas pelo
mundo, que o digam
Israel e os territórios Palestinos, ou nos demais países
de conflitos étnicos
ou religiosos como na África. A questão é que o
referido atentado ocorreu na
maior potência militar do planeta, no quarto íntimo da
Inteligência Militar
norte-americana (Pentágono) e no quintal de sua economia (World
Trade Center).
Dimensionar isto apenas do aspecto da destruição
física é impossível e
inocente. |
![]() As torres gêmeas atingidas pelos aviões e incendiadas |
![]() A delegação americana abandonou o fórum, e dias depois George W. Bush chora os mortos |
Há
duas semanas atrás se iniciava na África do Sul, um
fórum mundial sobre a
questão do racismo, que logo se transformou em um tribunal de
contas entre
ocidente do passado destruidor e povos destruídos por todo o
processo histórico
a que haviam sido submetidos. Guardando as devidas análises para
o texto certo,
é lógico que a discussão do racismo emperrou
quando se colocaram frente-a-frente
nações de subdesenvolvimento crônico e
super-potências econômicas. Que a questão
do racismo deve ser tratada de uma maneira ampla é
lógico, porém querer
comparar esta questão em países que se encontram em
patamares de igualdade
social diferentes tira a discussão de sua proposta inicial. A
discussão do
combate ao racismo tem de passar pela igualdade econômica entre
os povos. Como
já dizia Marx, “A fome de
quem come com a
mão é diferente da daquele que come com garfo e faca”. |
Porém,
o que se assistiu na África do Sul foi a exposição
clara das diferenças e o
pedido de justiça por parte de vários povos, e ao que nos
interessa, dos povos
árabes, principalmente por parte dos palestinos. Como disse
Maria Aparecida
Aquino em sua participação do Jornal Hoje, na Rede Globo,
em 11 de Setembro de
2001, a questão é pendente desde muitos anos atrás
com o final da Guerra Fria e
o arrefecimento último das diferenças
étnico-raciais no mundo como um todo. E
se, durante o encontro na África do Sul isto não foi
colocado a posto, agora
irá se tornar a discussão do momento, visto que o
principal suspeito do
atentado são os fundamentalistas islâmicos (como os
próprios palestinos
ajudaram na proposta do suspeito comemorando nas ruas da Palestina com
carreatas e festas públicas o sucesso dos atentados).
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E
agora? A
bomba caiu no quintal do vizinho e, como sempre, quem vai sentir as
conseqüências? Aonde as especulações
econômicas irão fazer seus maiores
estragos? Sobre aqueles que diretamente podem não ter nada a ver
com o assunto!
Sou totalmente contrário a qualquer tipo de terrorismo,
inclusive o econômico
que o FMI cansa de fazer no seu quintal latino-americano, mas
não há dúvidas de
que subestimaram muita gente e o ego norte-americano foi
destroçado de uma
maneira muito rápida. |
![]() Bombeiros resgatam os feridos do atentado terrorista |
suspeito até o momento |
A
procura por um culpado vai ser devastadora e imensa! A exemplo de
Oklahoma, a sede de sangue norte-americana
somente será saciada quando os verdadeiros ou supostos culpados
forem
submetidos aos castigos da corte norte-americana. E o que impressiona
é que
pelo tom das reportagens até agora vinculadas, o saciar
não irá se restringir à
sociedade norte-americana, mas a todo mundo. A todos aqueles que tentam
identificar nos Estados Unidos o exemplo de nação a ser
seguido. Triste vai ser
se por um acaso eles descobrirem que os responsáveis pelo
atentado não forem
ninguém além de mais do que uma daquelas seitas criadas a
cada minuto que
enxergam na destruição do símbolo do capitalismo e
da hegemonia norte-americana
sua passagem direta para a Disney Celestial. |
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A
cobiça envenenou a alma dos
homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito
marchar a passo
de ganso para a miséria e os morticínios. Charles Chaplin
|
![]() World Trade Center desmorona horas depois do atentado |
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| 11 de Setembro, de Noam Chomsky |
11 de Setembro, uma terrível farsa, de Thierry Meyssan |
The lies of George W. Bush, de David Corn |
Stupid white men - uma nação de idiotas, de Michael Moore |